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domingo, 19 de agosto de 2012

Pré- Modernismo e Vanguardas- Resumo


Pré- Modernismo

Momento Histórico

- O Brasil era governado por presidentes que representavam a classe dominante dos estados de Minas Gerais e São Paulo.Foi chamado de REPÚBLICA CAFÉ – COM – LEITE
- Chegada de imigrantes
- Ciclo da borracha da Amazônia
- Urbanização e industrialização de São Paulo e Rio d Janeiro
- Greves em São Paulo
- Cangaço no Nordeste e Guerra de Canudos


 * O Pré-Modernismo na literatura refletiu esse momento de agitação da nossa história. Não pode ser considerado uma escola literária; foi um período de transição da Literatura Brasileira, em que várias tendências artísticas aconteceram ao mesmo tempo.
* O pré- modernismo surgiu da insatisfação dos jovens escritores com a literatura da época, quando os escritores estavam mais preocupados em retratar o mundinho cor-de-rosa das elites, com suas festas, saraus e tudo aquilo que era “podre de chique” (expressão usada na época).
Marco Inicial

“Os sertões”, de Euclides da Cunha, em 1902.

Características

* Ruptura com o passado
* Denúncia da realidade brasileira
* Regionalismo

Principais autores

- Euclides da Cunha: (1886- 1909)

Escreveu “OS sertões”, obra que marcou o início do Pré- Modernismo.

Os sertões:  Euclides da Cunha, ao escrever o livro, tinha, inicialmente a intenção de registrar a Guerra de Canudos para o Jornal “O Estado de S.Paulo”, para onde trabalhava. Foi dividido em três partes, a saber:

- A terra: apresenta uma descrição detalhada da região
- O homem: caracteriza o sertanejo que vivia aquele momento
- A luta: Apresenta um relato do conflito entre as forças militares e os homens guiados pelo beato Antonio Conselheiro

- Lima Barreto: (1881- 1922)

Escreveu “Triste fim de Policarpo Quaresma”

- Monteiro Lobato (1882- 1948)

-Faz uma denúncia dos problemas da realidade
-Retrata o regionalismo
- Desenvolveu a literatura infantil

Escreveu:
- Urupês, Cidades Mortas, Idéias de Jeca Tatu, E o Sítio do Pica-pau Amarelo

-Augusto dos Anjos (1884- 1914)

Publicou um único livro “EU”
Sua poesia apresenta importantes traços simbolistas

Vanguardas Européias

            No período compreendido entre a Primeira e a Segunda Grande Guerra surgiram, na Europa, uma série de movimentos artísticos intitulados de Vanguardas Européias. Também conhecidas como “Os 5 ismos”, elas tinham em comum o questionamento da herança cultural legada pelo século XIX. São elas:
-Cubismo: Teve como principal representante Pablo Picasso. Tinha como proposta mostrar os objetos “cubificados”, de forma que pudessem ser vistos sob todas as perspectivas e ângulos.
- Futurismo: Teve como idealizador Filippo Tommaso  Marinetti. Tinha como proposta a destruição total do passado,o fascínio pela guerra, a demolição de  museus e bibliotecas. A exaltação à modernidade, à velocidade, aos carros e aviões.
- Expressionismo: Retrata o lado obscuro da humanidade, retratando nas faces a angústia e o medo. É a manifestação do interior dos er humano. Teve como gradne representante Van Gohg e Edvard Munch
-Dadaísmo: Fundado por Tristan Tzara, o nome Dadaísmo não significa nada. Tem como proposta abolir a lógica, o racional, propondo a espontaneidade, o caos.
- Surrealismo: Tinha como proposta alcançar o inconsciente ( e o sub) do homem, valorizando a loucura, o sonho, a imaginação. Teve como grandes nomes Salvador Dali e René Magritte.

segunda-feira, 30 de julho de 2012

SER PROFESSORA DE PORTUGUÊS

01 - Professora de português não nasce; deriva-se.
02 - Professora de português não cresce; vive gradações.
03 - Professora de português não se movimenta; flexiona-se.
04 - Professora de português não é filha de mãe solteira; resulta de uma derivação imprópria.
05 - Professora de português não tem família; tem parênteses.
06 - Professora de português não envelhece; sofre anacronismo.
07 - Professora de português não vê tv; analisa o enredo de uma novela.
08 - Professora de português não tem dor aguda; tem crônica.
09 - Professora de português não anda; transita.
10 - Professora de português não conversa; produz texto oral.
11 - Professora de português não fala palavrão; profere verbos defectivos.
12 - Professora de português não se corta; faz hiato.
13 - Professora de português não grita; usa vocativos.
14 - Professora de português não dramatiza; declama com emotividade.
15 - Professora de português não se opõe; tem problemas de concordância.
16 - Professora de português não discute; recorre a proposições adversativas.
17 - Professora de português não exagera; usa hipérboles.
18 - Professora de português não compra supérfluos; possui termos acessórios.
19 - Professora de português não fofoca; pratica discurso indireto.
20 - Professora de português não é frágil; é átona.
21 - Professora de português não fala demais; usa pleonasmos.
22 - Professora de português não se apaixona; cria coesão contextual.
23 - Professora de português não tem casos de amor; faz romances.
24 - Professora de português não se casa; conjuga-se.
25 - Professora de português não depende de ninguém; relaciona-se a períodos por subordinação.
26 - Professora de português não tem filhos; gera cognatos.
27 - Professora de português não tem passado; tem pretérito mais-que-perfeito.
28 - Professora de português não rompe um relacionamento; abrevia-o.
29 - Professora de português não foge a regras; vale-se de exceções.
30 - Professora de português não é autoritária; possui voz ativa.
31 - Professora de português não é exigente; adota a norma padrão.
32 - Professora de português não erra; recorre a licença poética.

terça-feira, 12 de junho de 2012

Quadro geral das escolas literárias brasileiras


LITERATURA BRASILEIRA - Quadro Cronológico

ESTILO LITERÁRIO / DESTAQUESCARACTERÍSTICAS GERAIS
ERA COLONIALQUINHENTISMO

Início: A Carta de Caminha

Contexto histórico:
Literatura documental, histórica, de caráter informativo.
A Carta de Caminha é o primeiro documento literário brasileiro. Carta descritiva com espírito ufanista e nativista. Foi parodiada de forma satírica por Oswald de Andrade, poeta modernista.
O Quinhentismo serviu de inspiração literária para alguns poetas e escritores do Romantismo e do Modernismo.
No Romantismo: Gonçalves DiasJosé de Alencar.
No Modernismo: Oswald de Andrade.

Destacaram-se:
Pero Vaz de Caminha - A Carta de Caminha
Pe. José de Anchieta - escreveu textos religiosos, um teatro religioso. Tinha devoção ao culto mariano. Recebeu influência da tradição medieval.Obs.: Não recebeu influência da poesia lírica deCamões (soneto).
Pe. Manuel da Nóbrega
BARROCO

Início: Prosopopeia - poema épico de Bento Teixeira

Contexto histórico:
Frequência das antíteses e paradoxos, fugacidade do tempo e incerteza da vida.
Características: rebuscamento, virtuosismo, ornamentação exagerada, jogo sutil de palavras e ideias, ousadia de metáforas e associações.
Cultismo ou Gongorismo: abuso de metáforas, hipérboles e antíteses. Obsessão pela linguagem culta, jogo de palavras.
Conceptismo (Quevedo): jogo de ideias, pesquisa e essência íntima.

Destacaram-se:
Gregório de Matos - apelidado de "A Boca do Inferno". Oscilou entre o sagrado e o profano. Poeta lírico, satírico, reflexivo, filosófico, sacro, encomiástico, obsceno. Não foi poeta épico.
- Bento Teixeira
Pe. Antonio Vieira - Expoente máximo da Literatura Brasileira e da Literatura Portuguesa, pois durante sua estada em Portugal aderiu a temas nacionais portugueses e durante a sua permanência no Brasil, aderiu a temas nacionais brasileiros. Era prosador e não poeta, e conceptista, pois atacou o cultismo. Escreveu sermões, entre eles o Sermão da Sexagésima.
ARCADISMO

Início: Publicação deObras Poéticas, de Cláudio Manuel da Costa, obra inicial do Arcadismo brasileiro.

Contexto histórico:
Pastoralismo, bucolismo. Ideal de vida simples, junto à natureza (locus amoenus).
Fugere urbem ("evitar a cidade", "fugir da civilização"). busca do equilíbrio e da naturalidade, no contato com a natureza.
Carpe diem ("aproveite o dia"). Consciência da fugacidade do tempo.
Simplicidade, clareza e equilíbrio. Emprego moderado de figuras de linguagem.
Natureza racional (é vista como um cenário, como uma fotografia, como um pano de fundo.
Pseudônimos.
Fingimento / Artificialismo

Destacaram-se:
Tomás Antonio Gonzaga - poeta maior do Arcadismo brasileiro com suas liras Marília de Dirceu. Pseudônimo como poeta lírico: Dirceu; pseudônimo como poeta satírico: Critilo (Cartas Chilenas). Autores épicos do Arcadismo brasileiro: 
Cláudio Manuel da Costa - Poeta lírico e épico. Seu pseudônimo é Glaudeste Satúrnio. Seus sonetos são de imitação Camoniana. Obra: Vila Rica.
Basílio da Gama - Obra: O Uraguai.
Santa Rita Durão - Obra: CaramuruObs.: O índio antes de José de Alencar aparece nos poemas épicos O Uraguai e Caramuru. Portanto, o Arcadismo preparou o Romantismo.
ERA NACIONALROMANTISMO

Início: publicação deSuspiros Poéticos, deGonçalves de Magalhães

Contexto histórico:
Predomínio da emoção, do sentimento (subjetivismo); evasão ou escapismo (fuga à realidade). Nacionalismo, religiosidade, ilogismo, idealização da mulher, amor platônico. Liberdade de criação e despreocupação com a forma; predomínio da metáfora.

1ª geração romântica: 1840/50 - indianista ou nacionalista. A temática era o índio, a pátria.
Destacou-se:Gonçalves Dias - Obras: Canção do Exílio e I Juca Pirama.

2ª geração romântica: 1850/60 - byroniana, mal-do-século, individualista ou ultra-romântica. A temática era a morte.
Destacou-se: 
Álvares de Azevedo - poeta da dúvida, tinha obsessão pela morte. Recebeu influência deByron e Shakespeare. Oscila entre a realidade e a fantasia. Obra: Livro de contos Noite na taverna.

3ª geração romântica: 1860/70 - condoreira, social ou hugoana. A temática é a abolição e a república.
Destacaram-se:
Poesia:
Castro Alves - poeta representante da burguesia liberal. Obras: Espumas FlutuantesO Navio NegreiroVozes d'África.
Prosa:
José de Alencar (representante maior) - defensor do "falar brasileiro" / dá forma ao herói / amalgamando a sua vida à natureza.
Joaquim Manuel de Macedo - Obra: A Moreninha.
Bernardo Guimarães - Obra: A escrava Isaura.
Manuel Antônio de Almeida - Obra: Memórias de um sargento de milícias.

Modalidades do Romantismo: Romance de folhetim - Teixeira e SousaO filho do pescador.
Romance urbano - Joaquim Manuel de MacedoA Moreninha.
Romance regionalista: Bernardo GuimarãesO ermitão de Muquém.
Romance indianista e histórico - José de Alencar,O Guarani.

Obs.: O Romantismo está para o Modernismo.
REALISMO / NATURALISMO

REALISMO

Início: Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis, publicado em 1881.

NATURALISMO

Início: O Mulato, de Aluísio Azevedo

Contexto histórico:
REALISMO
Literatura de combate social, crítica à burguesia, ao adultério e ao clero.
Análise psicológica dos personagens.
Objetividade, temas contemporâneos.
Destacou-se:Machado de Assis - trilogia: Memórias Póstumas de Brás Cubas (narrado em 1ª pessoa); Quincas Borba ("ao vencedor as batatas"); Dom Casmurro(narrado em 1ª pessoa - enigma de traição)

NATURALISMO
Desdobramento do Realismo.
Escritores naturalistas retratam pessoas marginalizadas pela sociedade.
O Naturalismo é fruto da experiência.
Análise biológica e patológica das personagens.
Determinismo acentuado.
As personagens são compradas aos animais (zoomorfismo).

Destacaram-se:
Aluísio Azevedo - Obras: O MulatoO Cortiço(romance social, personagem principal do romance é o próprio cortiço).
Raul Pompeia - Obra: O Ateneu.
PARNASIANISMO

Início: Fanfarras, deTeófilo Dias

Contexto histórico:
  • Contemporâneo do Realismo - Naturalismo
Estilo especificamente poético, desenvolveu-se junto com o Realismo - Naturalismo.
A maior preocupação dos poetas parnasianos é com o fazer poético.
Arte pela arte.
Poesia descritiva sem conteúdo; vocabulário nobre; objetividade.
Os poetas parnasianos são considerados "os mestres do passado". Por suas manias de precisão foram criticados severamente pelos poetas do 1º Tempo Modernista.

Destacou-se:
Olavo Bilac (poeta representante) - Profissão de Fé.
SIMBOLISMO

Início: Missal e Broquéis, de Cruz e Souza

Contexto histórico:
Origem: a poesia de Baudelaire.
Características: desmistificação da poesia, sinestesia, musicalidade, preferência pela cor branca, sensualismo, dor e revolta.

Destacou-se:Cruz e Souza (poeta representante) - Obra: Missal e Broquéis.
PRÉ-MODERNISMO

Início: Os Sertões,Euclides da Cunha;Canaã, Graça Aranha

Contexto histórico:
Convivem juntas duas tendências:

1. Conservadora: sobrevivência da mentalidade positivista, agnóstica e liberal.

Destacou-se:Euclides da Cunha - Obra: Os Sertões (miséria e subdesenvolvimento nordestino).

2. Renovadora: incorporação de aspectos da realidade brasileira.

Destacaram-se:
Lima BarretoTriste Fim de Policarpo Quaresma(a vida urbana e as transformações de início de século).
Monteiro Lobato - livro de contos Urupês (a miséria do caboclo, a decadência da cultura cafeeira). Obs.: Foi Monteiro Lobato quem criticou a exposição da pintora Anita Malfatti, chamando-a de "Paranóia ou Mistificação".
- Graça Aranha, Canaã (imigração além do Espírito Santo).

Poeta representante: Augusto dos Anjos - Obra:Eu e outras poesias.
MODERNISMO
PRIMEIRA FASE


Início: Semana de Arte Moderna

Contexto histórico:
Poesia nacionalista.
Espírito irreverente, polêmico e destruidor, movimento contra.
Anarquismo, luta contra o tradicionalismo; paródia, humor.
Liberdade de estética. Verso livre sem uso da métrica. Linguagem coloquial.

Destacaram-se:
Mário de Andrade - Obra: Pauliceia desvairada(Prefácio Interessantíssimo)
Oswald de Andrade - Obra: Manifesto antropofágico / Pau-Brasil
Manuel Bandeira - Obra: Libertinagem
MODERNISMO
SEGUNDA FASE


Contexto histórico:

Destaca-se a prosa regionalista nordestina (prosa neo-realista e neo-naturalista).

Representantes:
Graciliano Ramos - representante maior, criador do romance psicológico nordestino - Obras: Vidas SecasSão Bernardo.
Jorge Amado - Obras: Mar MortoCapitães da Areia.
José Lins do Rego - Obras: Menino de Engenho;Fogo Morto.
Rachel de Queiroz - Obra: O Quinze.
José Américo de Almeida - Obra: A Bagaceira

Poesia 30/45 - ruma para o universal.
Carlos Drummond de Andrade faz poesia de tensão ideológica.

Fase de Drummond:
- Eu maior que o mundo - poema, humor, piada.
- Eu menor que o mundo - poesia de ação.
- Eu igual ao mundo - poesia metafísica.

Poetas espiritualistas:
Cecília Meireles - herdeira do Simbolismo.
Jorge de Lima - Invenção de Orpheu.
Vinícius de Moraes - Soneto da Fidelidade.
MODERNISMO
TERCEIRA FASE


Contexto histórico:

Continua predominando a prosa.

Representantes:
Guimarães Rosa - Neologismo - Obra:Sagarana.
Clarice Lispector - Introspectiva - Obra: Laços de Família, onde a autora procura retratar o cotidiano monótono e sufocante da família burguesa brasileira.
Obs.: Os escritores acima procuram universalizar o romance nacional. São considerados pela crítica literária, escritores instrumentalistas.

Poesia concreta:
João Cabral de Melo Neto - poeta de poucas palavras. Obra de maior relevância literária: Morte e Vida Severina. Tem intertextualidade com o teatro Vicentino.

domingo, 6 de maio de 2012

Orações Subordinadas Substantivas


Orações Subordinadas Substantivas 


1. (Escrev.Pol./SP) No período: "consideramos, por fim, que é um bom tema para a reflexão", a oração sublinhada tem, em relação à primeira, valor de:  
a) adjetivo e função sintática de predicativo do 
    sujeito.  
b) advérbio e função sintática de adjunto adverbial de modo.  
c) substantivo e função sintática de sujeito.   
substantivo e função sintática de objeto direto. 
2. Verifique se as orações subordinadas substantivas 
assinaladas estão certas ou erradas quanto à 
classificação: 
a) Era impossível que ele viesse. (oração subordinada 
substantiva predicativa) 
b) O novo técnico deu certeza  de que ele viria. 
(oração subordinada objetiva indireta) 
c) Eles jamais aceitariam  que ele não fosse à 
festa. (oração subordinada substantiva objetiva 
direta) 
d) Não será necessário  que você compareça à 
escola. (oração subordinada substantiva 
subjetiva) 
e) Todos estão desconfiados  de que ele nos 
enganou. (oração subordinada substantiva 
completiva nominal) 
3. Em relação à classificação das orações subordinadas 
substantivas, considere certa ou errada a 
classificação das orações assinaladas: 
a) É evidente  que ele não sabe! (oração 
subordinada substantiva predicativa) 
b) Convém  que você fique. (oração subordinada 
substantiva subjetiva) 
c) Levo a impressão de que já vou tarde. (oração 
subordinada substantiva completiva nominal) 
d) De você quero apenas uma coisa: que me deixe 
em paz. (oração subordinada substantiva apositiva) 
e) Lembre-se  de comprar todos os remédios. 
(oração subordinada substantiva completiva 
nominal) 
4. Na frase: “argumentei que não é justo que o padeiro 
ganhe festas”, as orações introduzidas por que são, 
respectivamente: 
a) Ambas subordinadas substantivas objetivas diretas. 
b) Ambas subordinadas substantivas subjetivas. 
c) Subordinada substantiva objetiva direta e 
subordinada substantiva subjetiva. 
d) Subordinada substantiva objetiva direta e 
subordinada substantiva objetiva indireta. 
e) Subordinada substantiva objetiva direta e 
subordinada substantiva predicativa. 
5.  As orações assinaladas nas alternativas foram 
classificadas. Verifique se essas classificações estão 
certas ou erradas: 
a) Descobriu-se que o remédio fizera efeito. (or. sub. 
subst. subjetiva) 
b) Estou receoso de que a peça não caiba aqui. (or. 
sub. subst. objetiva indireta.) 
c) Não é verdade que haverá outro aumento. (or. 
sub. Subst. predicativa) 
d) O certo é que a fábrica diminua sua 
produção.(or. sub. subst. predicativa) 
e) Ele costuma prometer aos filhos que não 
chegará tarde. (or. sub. subst. objetiva. direta. 






RESPOSTAS 
1.  D 
CONSIDERAR é verbo transitivo direto
2. 
a) Errado (oração subordinada substantiva 
subjetiva). 
b) Errado (oração subordinada substantiva 
completiva nominal). 
c) Certo. 
d) Certo. 
e) Certo. 
3. 
a) Errado (oração subordinada substantiva               
subjetiva). 
b) Certo. 
c) Certo. 
d) Certo. 
e) Errado (oração subordinada substantiva objetiva 
indireta). 
4.  C 
5. 
a) Certa 
b) Errada (completiva nominal) 
c) Errada (oração subordina

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Crônicas

Crônicas são textos narrativos curtos, que apresentam poucos personagens, espaço e tempo reduzidos. Costumam retratar fatos do cotidiano de forma engraçada. Vejamos abaixo um exemplo de uma cônica de Stanislaw Ponte Preta


Vamos Acabar Com Esta Folga
Stanislaw Ponte Preta
(Sérgio Porto)

O negócio aconteceu num café. Tinha uma porção de sujeitos, sentados nesse café, tomando umas e outras. Havia brasileiros, portugueses, franceses, argelinos, alemães, o diabo.

De repente, um alemão forte pra cachorro levantou e gritou que não via homem pra ele ali dentro. Houve a surpresa inicial, motivada pela provocação e logo um turco, tão forte como o alemão, levantou-se de lá e perguntou:

— Isso é comigo?

— Pode ser com você também — respondeu o alemão.

Aí então o turco avançou para o alemão e levou uma traulitada tão segura que caiu no chão. Vai daí o alemão repetiu que não havia homem ali dentro pra ele. Queimou-se então um português que era maior ainda do que o turco. Queimou-se e não conversou. Partiu para cima do alemão e não teve outra sorte. Levou um murro debaixo dos queixos e caiu sem sentidos.

O alemão limpou as mãos, deu mais um gole no chope e fez ver aos presentes que o que dizia era certo. Não havia homem para ele ali naquele café. Levantou-se então um inglês troncudo pra cachorro e também entrou bem. E depois do inglês foi a vez de um francês, depois de um norueguês etc. etc. Até que, lá do canto do café levantou-se um brasileiro magrinho, cheio de picardia para perguntar, como os outros:

— Isso é comigo?

O alemão voltou a dizer que podia ser. Então o brasileiro deu um sorriso cheio de bossa e veio vindo gingando assim pro lado do alemão. Parou perto, balançou o corpo e... pimba! O alemão deu-lhe uma porrada na cabeça com tanta força que quase desmonta o brasileiro.

Como, minha senhora? Qual é o fim da história? Pois a história termina aí, madame. Termina aí que é pros brasileiros perderem essa mania de pisar macio e pensar que são mais malandros do que os outros.

Um texto curto, extraído do livro "O Melhor da Crônica Brasileira - 1", José Olympio Editora - Rio de Janeiro, 1997, pág. 71, nos faz recordar o humor de Stanislaw (Sérgio Porto) e pensar na falta que ele nos faz.
Conheça e vida e a obra de Sérgio Porto (Stanislaw Ponte Preta) visitando "Biografias".

terça-feira, 24 de abril de 2012

Realismo

REALISMO- INÍCIO: CONTEXTO HISTÓRICO E SOCIAL


O Realismo é um movimento que surgiu na Europa, na segunda metade do século XIX, influenciado pelas transformações que ali ocorriam no âmbito econômico, político, social e científico. Vivia-se a segunda fase da Revolução Industrial, período marcado pelo clima de euforia e progresso material decorrente das inúmeras invenções.No entanto os benefícios não eram refletidos nas camadas mais pobres, que ao contrário passam a ter uma condição social cada vez pior.Na Revolução de 1948, na França havia tensão entre republicanos e socialistas na França. Por causa do grande desemprego foram criadas turmas de trabalho para a construção de obras públicas em Paris e seus arredores. O Congresso considerava que o pagamento desses funcionários era um pesado fardo para o país. Os empregados foram demitidos. Sem capacidade para sobreviver, organizaram e lutaram sem esperanças contra as forças armadas do governo. As mortes foram elevadas. Os intelectuais e artistas simpatizantes dos movimentos populares, entre eles Millet, foram perseguidos.Motivados tanto pelas idéias do socialismo os operários procuram organizar-se politicamente. Fundam então associações trabalhistas e passam a agir melhores condições de trabalho e de vida.No âmbito cultural, ocorre uma verdadeira efervescência de idéias. Surgem várias correntes científicas e filosóficas. Entre elas:- o Positivismo, de Augusto Comte, para o qual o único conhecimento válido é o conhecimento positivo, ou seja, provindo das ciências.- o Determinismo, de Hippolyte Taine, segundo o qual o comportamento humano é determinado por três fatores: o meio, a raça e o momento histórico- - Evolucionismo e seleção natural, de Charles Darwin, que apresenta a "lei da seleção natural", segunda a qual a natureza ou o meio selecionam entre os seres vivos as variações que estão destinadas a sobreviver e a perpetuar-se, sendo eliminados os mais fracos.Os artistas, diante desse quadro de mudança de idéias e da sociedade, sentem a necessidade de criar uma arte sintonizada com a nova realidade, capaz de abordá-la de modo mais objetivo e realista do que até então vinha fazendo o Romantismo.O Realismo foi, essencialmente, uma reação à visão idealizada do Romantismo.O movimento procura atender às necessidades impostas pelo novo contexto histórico-cultural, através do combate a toda forma romântica e idealizada de ver a realidade, a crítica à sociedade e à falsidade de seus valores e instituições (Estado, Igreja, casamento, família); o embasamento no materialismo, o emprego de idéias científicas.

MARCO INICIAL:- Publicação de Madame Bovary, de Gustave Flaubert, em 1857, na França.É uma narrativa que conta a história de Emma Bovary, uma mulher sonhadora e fútil, que aficcionada leitora de romances, se deixa influenciar e alienar pelas idéias romãnticas. Emma se casa com Charles Bovary, viúvo, e médico medíocre e provinciano. O casal fixa residência na província de Tostes, porém depois de uma grande festa no luxoso castelo de Vaubyssard, Emma deslumbrada com o luxo e a riqueza que passavam lone da sua rotina ao lado do acomodado Charles, ela convence o marido a mudarem-se para Yonville. Lá ela engravida e tem uma menina, que é entregue aos cuidados da ama-de-leite Rollet. Passam a frequentar a casa dos Bovary, o farmacêutico Homais e Leon, estudante de direito que nutre uma atração por Emma.Leon, com medo de não ser correspondido em seu amor impossível, muda-se para Paris. Sua partida entristece enormemente Emma, que se sente só e entediada. Loo Emma conhece Rodolphe, um aristocrata decadente que vive num castelo próximo a Yonville. Emma inicia um caso de amor com Rodolpe, os encontros secretos são no castelo. Mas logo o romance acaba e ela volta a sofrer, inclusive adoecendo. Tempos depois Emma reencontra Leon em Ruão e desta vez eles vivem uma história de amor. Emma passa a presentear o amante com roupas e presentes caros, endividando-se ao ponto de não conseguir saldar as promissórias. O comerciante Lheureux, a quem Emma deve, resolve cobá-la judicialmente. Ela pede ajuda ao ex-amnate Rodolphe e ao amnte Leon. Nenhum deles a socorre. Desesperada numa última tentativa, emma procura o tabelião Guillaumin para evitar a penhora da casa dela. Inútil, o tabelião ainda tenta seduzI-la. Sem saída, Emma suicida-se. Madame Bovary é o painel de uma sociedade adoecida e sem rumo, onde a crise moral estabelecida gera a insatisfação do indivíduo que busca um sentido para a futilidade da existência.No ano em que o livro Madame Bovary foi publicado, houve na França um grande interesse pela obra, que chegou levar o seu escritor a julgamento. O romance foi considerado imoral pelo governo francês, que decidiu mover um processo contra Flaubert. Foi processado por ofender a moral pública. E hoje, como vimos, Madamme Bovary é considerado obra-prima e precursor do Realismo na Europa.


REALISMO NO BRASIL:


O Brasil também passa por mudanças radicais tanto no campo econômico como no político-social, no período compreendido entre 1850 e 1900.
 A campanha abolicionista intensifica-se a partir de 1850; 
a Guerra do Paraguai (1864/70) tem como conseqüência o pensamento republicano – o Partido Republicano foi fundado no ano em que essa guerra acabou –; 
A Monarquia vive uma vertiginosa decadência. 
A Lei Áurea, de 1888, não resolveu o problema dos negros, mas criou uma nova realidade. 
O fim da mão-de-obra escrava e a sua substituição pela mão-de-obra assalariada, então representada pelas levas de imigrantes europeus que vinham trabalhar na lavoura cafeeira, originou uma nova economia voltada para o mercado externo, mas agora sem a estrutura colonialista.


MARCO INICIAL:
No Brasil considera-se 1881 como o ano inaugural do Realismo:
- Machado de Assis publica Memórias póstumas de Brás Cubaso primeiro romance realista de nossa literatura.- Aluísio Azevedo publica O mulato, o primeiro romance naturalista do Brasil; 

NO BRASIL

domingo, 8 de abril de 2012

Vírgula: quando usá-la?


Emprego correto da vírgula

Estando a oração em ordem direta (sujeito → verbo → complementos do verbo (objetos) → adjunto adverbial), isto é, sem inversões ou intercalações, o uso da vírgula é, de modo geral, desnecessário. Assim:

1. Não se usa vírgula: separando termos que, do ponto de vista sintático, ligam-se diretamente entre si:
a) entre sujeito e predicado.
Todos os alunos da sala    foram advertidos.
             Sujeito                            predicado
b) entre o verbo e seus objetos.
O trabalho custou            sacrifício             aos realizadores.
                   V.T.D.I.              O.D.                             O.I.
Entre nome e complemento nominal; entre nome e adjunto adnominal.

2. Usa-se a vírgula:
Para marcar intercalação de termos na oração:
* do adjunto adverbial- O café, em razão da sua abundância, vem caindo de preço.

* da conjunção- Os cerrados são secos e áridos. Estão produzindo, todavia, altas quantidades de alimentos.

* das expressões explicativas ou corretivas- As indústrias não querem abrir mão de suas vantagens, isto é, não querem abrir mão dos lucros altos.

OBSERVE QUE OS TERMOS EM DESTAQUES NAS ORAÇÕES ACIMA FORAM INSERIDOS NAS ORAÇÕES, E FICAM SEPARADOS POR VÍRGULAS DOS DEMAIS TERMOS.

Para marcar inversão da posição dos termos da oração: 

a) do adjunto adverbial (colocado no início da oração): Depois das sete horas, todo o comércio está de portas fechadas.
 (A ORDEM NORMAL SERIA: TODO O COMÉRCIO ESTÁ DE PORTAS FECHADAS DEPOIS DAS SETE HORAS) 
Observe que o termo que indica tempo, ou seja, o adjunto adverbial de tempo, está posicionado de forma invertida, foi colocado no início da oração, ao invés de ser no final, então está separado por vírgulas

b) dos objetos pleonásticos antepostos ao verbo: Aos pesquisadores, não lhes destinaram verba alguma.

c) do nome de lugar anteposto às datas: Recife, 15 de maio de 1982.

Usa-se vírgula para separar entre si elementos dispostos em enumeração:
Era um garoto de 15 anos, alto, magro.
A ventania levou árvores, e telhados, e pontes, e animais.

Usa-se a vírgula para marcar elipse (omissão) do verbo:

Nós queremos comer pizza; e vocês, churrasco.

Usa-se a vírgula para isolar:

- o aposto: (termo que explica um outro termo mencionado anteriormente)
São Paulo, considerada a metrópole brasileira, possui um trânsito caótico.
                                aposto
- o vocativo: (termo usado para chamar alguém)
Ora, Thiago, não diga bobagem.
         vocativo

quarta-feira, 7 de março de 2012

EXERCÍCIOS TERMOS DA ORAÇÃO


Assunto: Termos da oração
1ª Classifique os sujeitos das orações:
a)      Estive em Roma ___________________________
b)      Havia três maçãs naquela cesta_____________________
c)       O presidente e seus ministros não se entendem______________________
d)      Encontraram- na caída _______________________________________

2ª Marque:
VI –Verbo Intransitivo                    VTI- Verbo Transitivo Indireto
VTD- Verbo Transitivo Direto       VTDI - Verbo Transitivo Direto e Indireto
a) (      ) os meninos desconheciam o lugar
b) (      ) Magnogilda chegou bem cedo
c) (      ) Não acreditaram em você
d) (      ) Doarei meus livros à biblioteca
3ª Indique as circunstâncias expressas pelos adjuntos adverbiais:
a)      Ele fez o trabalho com calma  _____________________________________­
b)      Expulsou os garotos da sala _______________________________________
c)       Segunda- feira haverá um jogo importante____________________________
d)      Katiliana morreu de tuberculose ____________________________________
                                                                      
4º Em que oração não há agente da passiva?
a)      O garoto foi salvo pelos bombeiros
b)      O artilheiro fez o gol com categoria
c)       O exercício foi resolvido pelo aluno
d)      A cidade foi invadida pelo mar

5ª Qual a oração sem sujeito?
a)      Falaram mal de você
b)      Ninguém se apresentou
c)       A noite estava agradável
d)      Haverá um campeonato

6ª No período “Ribaleusa desejava um novo namorado”, o verbo da oração é:
a)      Verbo intransitivo
b)      Verbo Transitivo Direto
c)       Verbo Transitivo Indireto
d)      Verbo Transitivo Direto Indireto


7ª Os termos destacados nas frases abaixo funcionam como objeto indireto em:
a)      Ninguém queria seus pertences
b)      Tenho certeza  da vitória
c)       Todos aceitaram  a sua proposta
d)      Duvidamos de suas opiniões

8ª “O professor entrou apressado” . O termo destacado indica:
a)      predicado verbal
b)      predicado nominal
c)       predicado verbo- nominal
d)      adjunto adverbial

9ª “O aluno preparou- se para o exame”. O adjunto adverbial expressa circusntância de:
a)      causa
b)      finalidade
c)       tempo
d)      modo

10ª  Assinale a alternativa em que o termo destacado está incorretamente classificado:
a)      A cidade foi cercada por marginais (agente da passiva)
b)      Saíram com amigos (adjunto adverbial de companhia)
c)       Joanvislãndia estava magnífica (predicativo do sujeito)
d)      Mariliandro gosta de chocolates ( objeto direto)
11ª A ponte a alternativa em que o núcleo do sujeito foi destacado incorretamente:
a)      As noites de lua cheia parecem eternas
b)      A lâmpada da cozinha queimou
c)       Os grandes copos de cristal estão sobre a mesa
d)      Infelizmente as contas estão atrasadas
12ª Aponte a única alternativa cuja oração não tem sujeito:
a)      Conversaram muito na noite passada
b)      São seis horas da tarde
c)       Na noite passada soubemos do acidente
d)      Arrancaram as flores do jardim
13ª Assinale a alternativa em que o termo destacado não é OBJETO INDIRETO:
a)      Não duvidamos de sua honra
b)      Falaram muito sobre o assunto
c)       O salva- vidas socorreu aquela moça
d)      O jovem necessita de um emprego
14ªAssinale a alternativa que NÃO apresenta um predicado verbal:
a)      Ninguém bateu palmas no portão
b)      Meu pai ficou uma fera com a brincadeira
c)       O vírus da AIDS ataca sem piedade
d)      O caipira chupava laranja no terreiro
15ª Assinale a alternativa em que não aparece o agente da passiva:
a)      Os operários passaram pela ponte alegremente
b)      Muitas árvores foram derrubadas pelos homens
c)       Os rios são poluídos pelas fábricas
d)      O trabalho foi feito por um grupo de alunos
16ª Assinale a alternativa em que o termo destacado NÃO é objeto direto:
a)      O lavrador cultivou a nossa terra
b)      Todos participarão dos jogos
c)       O comerciante contava todo o dinheiro
d)      Escutamos aquela gritaria
17ª Classifique os termos em destaques, conforme os códigos:
A – Aposto
V - Vocativo
a) (      ) Mamãe, o padeiro chegou!
b) (      ) Manoel, o padeiro, aposentou- se

18ª Separe o vocativo da oração abaixo por meio de vírgulas:
“ Traga- me um pente Renato”

19ª Classifique o sujeito das orações abaixo:
a)      Há muitas pessoas na sala
__________________________________________________________________
b)      Fomos à lanchonete
__________________________________________________________________

20ª Classifique os predicados das orações abaixo:
a)      Nossas máquinas eram novas
__________________________________________________________________
b)      Luciana já chegou em casa
__________________________________________________________________


terça-feira, 6 de março de 2012

VARIANTES LINGUÍSTICAS


ATIVIDADES – VARIANTES LINGUÍSTICAS

1. Assinale  a  alternativa  que  traz  exemplo  de  variedade linguística  que exemplifique variação de estilo (ou seja, diafásica, ou de registro).
 A)  É  urgente  que  os  gringos  se  comprometam  a manter  o  aquecimento global abaixo de 2ºC em relação aos níveis de 1990.
B)  Estudos  revelam  que  Barack Obama  fez mais  pelo meio  ambiente  do que os governos americanos anteriores nos últimos 30 anos.
C)  Japão e  Itália  liberam pouca quantidade de gases do efeito estufa, mas  carecem de uma política climática para alcançar as metas  fixadas pela ONU.
D)  Os  Estados  Unidos  mantêm  o  maior  nível  de emissão  per  capita  de poluentes no mundo todo.

2. Assinale a alternativa que  contém uma  informação FALSA em  relação ao fenômeno da variação linguística.
 A)  A variação  linguística consiste num uso diferente da língua, num outro modo de expressão aceitável em determinados contextos.
B)  A variedade linguística usada num texto deve estar adequada à situação de comunicação vivenciada, ao assunto abordado, aos participantes da interação.
C)  As  variedades  que  se  diferenciam  da  variedade considerada  padrão devem ser vistas como imperfeitas, incorretas e inadequadas.
D)  As  línguas  são  heterogêneas  e  variáveis  e,  por  isso, os  falantes apresentam  variações  na  sua  forma  de expressão,  provenientes  de diferentes fatores.

3. Leia o texto abaixo para responder as duas primeiras questões.
À pampa, truta?
A gíria é o elemento mais intercambiável entre as tribos. Ela se dissemina rapidamente e acaba se incorporando ao vocabulário de todas elas.
                                                                           (Revista Ana Maria, 22 de maio 2005, p. 36) A partir do texto apresentado, assinale o que for correto.
(    ) As gírias são expressões que marcam a língua coloquial, ou seja, é uma variante mais espontânea, utilizada nas relações informais entre os falantes.
(    ) O emprego intensivo de gírias entre os falantes faz com que essa variedade lingüística se propague rapidamente.
(    ) O autor do texto expõe sobre um processo lingüístico que sofre influência de inúmeros fatores entre eles: a relação entre falantes e ouvintes.
(    ) “À pampa, truta” são expressões resultantes de variação lingüística, empregadas entre falantes, marcadas por uma época e o grupo social de que fazem parte.
(   ) O vocábulo “tribos” está empregado em um sentido denotativo, isto é, real.

4. (…) Como não ter Deus?! Com Deus existindo, tudo dá esperança: sempre um milagre é possível, o mundo se resolve. Mas, se não tem Deus, há-de a gente perdidos no vaivem, e a vida é burra. É o aberto perigo das grandes e pequenas horas, não se podendo facilitar — é todos contra os acasos.
Tendo Deus, é menos grave se descuidar um pouquinho, pois, no fim dá certo. Mas, se não  tem Deus, então, a gente não tem licença de coisa nenhuma! Porque existe dor. E a vida do homem está presa, encantoada — erra rumo, dá em aleijões como esses, dos meninos sem pernas e braços. (…)
(Guimarães Rosa, Grande sertão: veredas.)
Uma das principais características da obra de Guimarães Rosa é sua linguagem artificiosamente inventada, barroca até certo ponto, mas instrumento  adequado para sua narração, na qual o sertão acaba universalizado.

 a) Transcreva um trecho do texto apresentado, onde esse tipo de “invenção” ocorre.


b)  Transcreva um trecho em que a sintaxe utilizada por Rosa configura uma variação lingüística que contraria o registro prescrito pela língua padrão.


5.  Assinale  a  opção  que  identifica  a  variação  lingüística presente nos textos abaixo.
Assaltante Nordestino
 –Ei, bichin…  Isso é um assalto… Arriba os braços e num se bula nem faça muganga… Arrebola o dinheiro no mato e não faça pantim  se não  enfio  a  peixeira  no  teu  bucho  e boto  teu  fato  pra fora! Perdão, meu Padim Ciço, mas é que eu to com uma fome da moléstia…

  Assaltante Baiano
 – Ô meu rei… (longa pausa) Isso é um assalto… (longa pausa). Levanta os braços, mas não se avexe não… (longa pausa). Se num quiser nem precisa levantar, pra num ficar cansado… Vai
passando a grana, bem devagarinho… (longa pausa). Num repara se o berro está sem bala, mas é pra não ficar muito pesado… Não esquenta, meu irmãozinho (longa pausa). Vou deixar teus
documentos na encruzilhada…

Assaltante Paulista
   Orra, meu…  Isso  é  um  assalto, meu…  Alevanta  os braços, meu… Passa a grana logo, meu… Mais rápido, meu, que eu ainda  preciso  pegar  a  bilheteria  aberta  pra comprar  o
ingresso  do  jogo  do  Corinthians,  meu…  Pó,  se  manda, meu…

(A)  variação social
(B)  variação regional
(C)  variação cultural
(D)  variação histórica
(E)  variação padrão

6.  O  uso  da  linguagem  nos  quadros abaixo  sofre variação lingüística.
 blog




(A)  regional

(B)  literária
(C)  grupal técnica
(D)  padrão
(E)  social

Leia o texto para responder às questões 7, 8, 9 e 10.
Jogadores de  futebol podem ser vítimas de estereotipação. Por  exemplo,  você  pode  imaginar  um  jogador  de  futebol dizendo “estereotipação”? E, no entanto, por que não? 
 Aí, campeão. Uma palavrinha pra galera. 
 Minha  saudação aos  aficionados  do  clube e os demais esportistas, aqui presentes ou no recesso dos seus lares. 
 Como é? 
 Aí, galera. 
 Quais são as instruções do técnico? 
  Nosso  treinador  vaticinou  que,  com  um  trabalho  de 
contenção coordenada, com energia otimizada, na zona de 
preparação, aumentam as probabilidades de,  recuperado o 
esférico,  concatenarmos  um  contragolpe  agudo  com 
parcimônia de meios e extrema  objetividade,  valendo­nos 
da  desestruturação  momentânea  do  sistema  oposto, 
surpreendido pela reversão inesperada do fluxo da ação. 
 Ahn? 
  É  pra  dividir  no meio  e  ir  pra  cima  pra  pegá  eles  sem calça. 
 Certo. Você quer dizer mais alguma coisa? 
 Posso dirigir uma mensagem de caráter sentimental, algo banal,  talvez mesmo  previsível  e  piegas,  a  uma  pessoa  à 
qual sou ligado por razões, inclusive, genéticas? 
 Pode. 
 Uma saudação para a minha progenitora. 
 Como é? 
 Alô, mamãe! 
 Estou vendo que você é um, um… 
  Um  jogador  que  confunde  o  entrevistador,  pois  não 
corresponde à expectativa de que o atleta seja um ser algo 
primitivo  com  dificuldade  de  expressão  e  assim  sabota  a 
estereotipação. 
 Estereoquê? 
 Um chato? 
 Isso. 
Luís Fernando Veríssimo (In: Cor reio Brasiliense, 13/05/1998) 

7. O  texto  retrata  duas  situações  relacionadas  que, fogem à expectativa do público: 
a.  A  saudação do  jogador  aos  fãs  do  clube,  no início  das  entrevistas  e  saudação  final 
dirigida à sua mãe. 
b.  A  linguagem  muito  formal  do  jogador, inadequada  à  situação  da  entrevista  e  um 
jogador que fala, com desenvoltura, de modo muito rebuscado. 
c.  O  uso  da  expressão  “galera”  por  parte  do entrevistador  e  da  expressão  “progenitora”, 
por parte do jogador. 
d.  O  desconhecimento,  por  parte  do entrevistador,  da  palavra  “estereotipação”,  e 
a fala do jogador em “é pra dividir no meio e ir pra cima pra pegá eles sem calça”. 
e.  O  fato  de  os  jogadores  de  futebol  serem vítimas  de  estereotipação  e  o  jogador 
entrevistado não corresponder ao estereótipo. 

8. A  expressão  “pegá  eles  sem  calça”  pode  ser substituída  sem  comprometimento  de  sentido,  em língua culta, formal, por: 
a.  Pegá­los na mentira. 
b.  Pegá­los desprevenidos. 
c.  Pegá­los em flagrante. 
d.  Pegá­los rapidamente. 
e.  Pegá­los momentaneamente. 

9. O texto mostra uma situação em que a linguagem usada éinadequada ao contexto. Considerando as diferenças entre língua oral e língua escrita, assinale a opção que representa também uma inadequação da linguagem usada ao contexto:
a) “o carro bateu e capotô, mas num deu pra vê direito” - um pedestre que assistiu ao acidente comenta com o outro que vai passando  
b) “E aí, ô meu! Como vai essa força?” - um jovem que fala para um amigo.  
c) “Só um instante, por favor. Eu gostaria de fazer uma observação” - alguém comenta em uma reunião de trabalho.
d) “Venho manifestar meu interesse em candidatar-me ao cargo de Secretária Executiva desta conceituada empresa” - alguém que escreve uma carta candidatando-se a um emprego.
e) “Porque se a gente não resolve as coisas como têm que ser, a gente corre o risco de termos, num futuro próximo, muito pouca comida nos lares brasileiros” - um professor universitário em um congresso internacional.

10. Analise as seguintes asserções a respeito do texto “Aí, galera”

I.                   O  efeito  cômico  do  texto  deriva do  contraste entre  a  idéia  preconcebida  do entrevistador sobre um jogador de futebol e as características do jogador entrevistado. 
II.                O  cronista  satiriza  a  classe de jogadores, uma vez  que,  para  ele,  nenhum jogador  apresenta domínio  da  variante  padrão da  língua portuguesa em entrevistas.
III.             O  termo  “inclusive”, sublinhado no texto,  indica que  as  ligações  entre  o  jogador  e a mãe  dele não  são  apenas  sangüíneas. Sentido este que seria  perdido,  caso  o  termo  fosse substituído por “preponderantemente”.     

Estão corretas apenas as afirmativas
(a)  II e III.
(b)  I e III.
(c)  I e II.
(d)  I, II e III.
(e)  I.R.

11. Infelizmente,  em  nossas  relações  sociais,  a estereotipação ganha contornos bem menos  leves e divertidos do que no inteligente texto de Veríssimo.  Embora sejam  considerados  como  oriundos da  sabedoria popular,  os  provérbios  expressam  um conjunto  de valores  que,  por  vezes,  é preconceituoso. Leia os provérbios  abaixo  e  assinale  a alternativa  em  que  tanto o  termo  sublinhado remete  a  um  antecedente  como   um preconceito implícito.
(a)  “Gaúcho  que  é  gaúcho  não  come  mel;  masca abelha”.
(b)  “Negro  que  furta  é  ladrão;  branco  que  furta  é barão”.
(c)  “Da laranja e da mulher, o que ela der”.
(d)  Mais  vale  rico  e  com  saúde  que  pobre  e doente”.
(e)  Quando  a  bolsa  está  magra,  aceitam-se  as mulheres gordas”.
(f)   I.R.

12. Leia o texto  a seguir  para responder  a questão. 
Você  pode  dar  um  rolê  de  bike,  lapidar  o estilo a bordo de um skate, curtir o sol tropical, levar sua gata 
pra surfar. 
Considerando­-se  a  variedade  lingüística  que  se pretendeu  reproduzir  nessa  frase,  é  correto  afirmar 
que a expressão proveniente de variedade diversa é: 
a.  “dar um rolê de bike”. 
b.  “lapidar o estilo”. 
c.  “a bordo de um skate” 
d.  “curtir o sol tropical”. 
e.  “levar sua gata pra surfar”. 

13. As manchetes  a  seguir  foram  publicadas  em  jornais diferentes,  mas  referem-­se  a  um  mesmo  fato:  a falsificação de remédios. 
Observe: 
I.  “Câmara  torna  fraude  de  remédio  crime hediondo”. 
II.  “Falsificação  de  remédios  será  crime hediondo”. 
III.  “Agora é pena pesada”. 
Percebe­-se que há uma diferença entre a qualidade da linguagem  utilizada  pelos  dois  primeiros  jornais  e pelo último. Essa situação é provocada pelo seguinte fato: 
a.  Os  jornais  I  e  II  têm  redatores  de  alto   gabarito profissional,  que não  se preocupam 
se seu público entende a linguagem formal. 
b.  O  jornal  III  dirige­se  a  um  público  mais formal e erudito. 
c.  O  jornal III  tem redatores menos experientes no uso da linguagem formal e erudita. 
d.  Os  jornais  II  e  III  dirigem­se  a  um  público menos  exigente  e,  por  isso,  utilizam  a 
linguagem informal e não erudita. 
e.  O  jornal  III  usa  uma  linguagem  menos formal,  para  atingir  um  público  mais informal e menos erudito. 

14. Embora haja em nossa sociedade  toda uma atitude  que rechace  o  preconceito,  ele  ainda  está presente,  de  forma subjacente  ou  explícita,  em muitas de nossas práticas sociais. 
Observe  o  sentido  da  palavra  “preconceito”, de  acordo com  o  dicionário  Houaiss  em  formato eletrônico.
 Datação
1817-1819 cf. EliComp
Acepções
■ substantivo masculino 
1  opinião  ou  sentimento,  quer  favorável  quer desfavorável, concebido sem exame crítico. 1.1 opinião ou sentimento desfavorável formado a priori, sem maior conhecimento, ponderação ou razão. 2  sentimento  ou parecer  insensato,  esp.  de  natureza hostil,  assumido  em conseqüência  da  generalização apressada  de  uma experiência  pessoal  ou  imposta  pelo meio; intolerância Obs.: cf. estereótipo (’padrão fixo’, ‘idéia ou convicção’) . Ex.: <p. contra um grupo  religioso, nacional ou  racial> <p. racial>  3 conjunto de tais atitudes 
Ex.: combater o p.  (…)

Locuções p. lingüístico 
Rubrica: lingüística. qualquer  crença  sem  fundamento científico  acerca  das línguas e de seus usuários, como, p.ex., a crença de que existem línguas desenvolvidas e línguas primitivas, ou de que só a língua das classes cultas possui gramática, ou de que  os  povos  indígenas  da África  e  da  América  não possuem línguas, apenas dialetos

Etimologia
pre- + conceito; ver 1cap-

Sinônimos
antepaixão,  cisma,  implicância,  prejuízo,  prejulgamento, prenoção,  xenofobia,  xenofobismo;  ver  tb.  sinonímia  de repulsão http://houaiss.uol.com.br/busca.jhtm?ver…

Baseando-se  no  dicionário,  assinale  a alternativa correta.
(a)  A  palavra  “preconceito”  tem  um  sentido  sempre negativo  ao  contrário  de  seu  sinônimo “discriminação”, o  qual  pode  não  apresentar essa pejoração,  como em:  “a nota  fiscal  fazia a discriminação  de  todas  as mercadorias que  ele comprou”.     
(b)  A  idéia  de  que  um  idioma  como  o  inglês  tenha um sistema  mais  evoluído  do  que  o  de  uma língua  indígena é  um  exemplo  de  preconceito avalizado pela ciência lingüística.
(c)  Os sinônimos são palavras de sentido  igual que podem ser  cambiadas  entre  si  sem  prejuízo  de sentido  em quaisquer  contextos,  conforme notamos na relação dada pelo dicionário.
(d)  Na  frase  “ele  adora  aqueles  queijos    porque são uruguaios”,  segundo  o  dicionário,  está definido  um preconceito  sobre  esse  produto  do país platino.
(e)  O  preconceito  revela  apenas  um  juízo  de  valor formado  a  priori,  sendo menos  grave  do  que  a discriminação, uma vez que discriminar abrange um ato hostil.
(f)   I.R.


15. Na tira a seguir, o personagem da esquerda está indignado com o fato de a filha dele estar
namorando um homem bem mais velho do que ela. 
blog-2 
a) A fala do namorado confirma ou contradiz a hipótese do pai da jovem? Justifique. 
  
b) A que tipo de variação linguística o autor da tirinha recorre para criar o humor? 

 As questões 16 e 17 referem-se ao texto a seguir: 

Vício na fala
 Para dizerem milho dizem mio
Para melhor dizem mió
Para pior pio
Para telha dizem teia
Para telhado dizem teiado

E vão construindo telhados. (Oswald de Andrade. Obras Completas)  

16. A que tipo de variação linguística o autor faz referência no poema? Por quê? 


17. O autor está criticando as pessoas a quem ele se refere ou revela respeito em relação a elas?
Justifique. 

18. São várias as diferenças lingüísticas das diversas regiões e das diferentes camadas sociais do Brasil. Todas, porém, fazem parte de nossa realidade e são compreensíveis por seus  falantes. Como exemplo disso, podem-se verifcar as variantes  lingüísticas  para  as  palavras  “tangerina” e “mandioca”. Considerando essas  informações acerca das variações lingüísticas da língua portuguesa, assinale a opção correta.
(A)  As palavras tangerina, mexerica e bergamota são sinônimas, assim como mandioca e macaxeira.
(B)  São corretas apenas as formas mandioca e  tangerina, uma vez que são palavras mais bem aceitas na língua culta.
(C)  O uso da palavra macaxeira não é correto, pois  faz parte da língua indígena do nordeste do País.
(d)  quando um  falante usa o termo macaxeira, em vez de mandioca,  demonstra  pertencer  a  uma  classe social baixa.
(e)  Os brasileiros falam o Português mais corretamente na região Sul do que na região Nordeste.

19. Texto:
Que boa idéia
Empresa americana usa jatos
Que só têm primeira classe
Uma pequena companhia aérea americana abriu as portas no mês passado com uma
novidade que está despertando a curiosidade dos passageiros e intrigando as empresas concorrentes.
Na nova empresa, Legend Airlines, com sede em Dallas, os aviões só têm primeira classe. Todos os passageiros que embarcam em seus vôos viajam em poltronas de couro de 75 centímetros de largura, tomam champanhe francês a bordo e assistem à TV por assinatura em monitores individuais. Tudo pela tarifa econômica. (…)
Num mercado em que as companhias estão na pindaíba no mundo todo, a experiência da
Legend Airlines vem sendo acompanhada com lupa, pois pode apontar um caminho de sobrevivência para o setor (…)
Veja. 10 de maio de 2000
Considerando a variedade lingüística que prevalece no texto, é correto afirmar que a expressão proveniente de variedade diversa é:
a. “a bordo”
b. “champanhe francês”
c. “assistem à TV”
d. “estão na pindaíba”
e. “Tudo pela tarifa econômica”

20. “Considerando a enorme e inegável importância que a escrita tem nos povos e civilizações ‘letradas’, continuamos, povos orais”. A partir deste entendimento assinale a alternativa que NÃO completa corretamente a afirmativa: A oralidade…
A) nunca desaparecerá e sempre será, ao lado da escrita, o grande meio de expressão e de atividade comunicativa.
B) enquanto prática social é inerente ao ser humano e não será substituída por nenhuma outra tecnologia.
C) será sempre a porta da iniciação à racionalidade e fator de identidade social, regional, grupal dos indivíduos.
D) deve ser trabalhada pela escola, mostrando as diferenças e semelhanças entre as duas modalidades lingüísticas, a fala e a escrita.
E) elimina a necessidade de se trabalharem em sala de aula os estudos gramaticais.