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terça-feira, 20 de setembro de 2011

SIMULADO

OBSERVAÇÃO: SE AS FIGURAS NÃO ABRIREM FAÇAM UMA BUSCA NO GOOGLE PELA QUESTÃO E VEJAM A FIGURA. COM CERTEZA ENCONTRARÃO. BEIJOS



1- Como a dança de salão é vista como arte, a suprema arte para seus praticantes, o aprendizado envolve um treinamento de mestre a discípulo, e a prática constante e

disciplinada de um conjunto de regras que inclui atitudes, esquemas corporais, formas de agir, de trajar e de sentir. Além, evidentemente, da disciplina dos horários e das

posturas de corpo, da forma de vestir-se (com ‘elegância’) e dirigir-se aos colegas e professores, a ética (da dança) tem papel destacado. A competição entre os alunos só é admitida como desenvolvimento de ‘estilo’: o melhor dançarino, por sua identificação com o mestre e com o ‘espírito da dança de salão’ (sua técnica e sua ética), é capaz de criar seu próprio estilo. Um sinal de maturidade dos cavalheiros é poder conduzir qualquer dama, fazendo-a dançar independentemente de seu conhecimento ou habilidade para a dança, chamando a si sempre a responsabilidade por eventuais ‘erros’ de sua dama (‘uma dama nunca erra, ela é malconduzida’).

Fonte: Luz, M. T. Novos Saberes e Práticas em Saúde Coletiva: Estudo sobre

Racionalidades Médicas e Atividades Corporais. São Paulo: Hucitec, 2007,

p. 123-124 (com cortes)

A dança de salão, conforme se pode inferir do excerto acima, é uma experiência que extrapola a simples fixação de sequências coreográficas, pois

a) a dança de salão promove a modificação da gestualidade dos seus praticantes, diferentemente do que ocorre com outras práticas corporais.

b) implica, obrigatoriamente, o estabelecimento do diálogo corporal entre seus protagonistas.

c) tal qual ocorre com as demais manifestações corporais, a competição é fundamental.

d) adota princípios éticos e estéticos, restringindo a participação a alguns grupos.

e) não exige nenhuma espécie de adaptação por parte dos indivíduos.

2- Leia a seguir trecho de uma sinopse do filme

Abril Despedaçado:

Abril 1910 – Na geografia desértica do sertão brasileiro, umacamisa manchada de sangue balança com o vento. Tonho, filho do meio da família Breves, é impelido pelo pai a vingar a morte do seu irmão mais velho, vítima de uma luta ancestral

entre famílias pela posse da terra. Se cumprir sua missão, Tonho sabe que sua vida ficará partida em dois: os 20 anos que ele já viveu e o pouco tempo que lhe restará para viver. Ele será então perseguido por um membro da família rival, como dita o código da vingança da região. Angustiado pela perspectiva da morte e instigado

pelo seu irmão menor, Pacu, Tonho começa a questionar a lógica da violência e da tradição. É quando dois artistas de um pequeno circo itinerante cruzam o seu caminho...

Fonte: Abril Despedaçado – site oficial do filme. Disponível em: http://www.

abrildespedacado.com.br/pt/entrada_pt.htm. Acesso em 24 de março de 2010

O filme Abril Despedaçado, de Walter Salles, coloca em cena a difícil escolha entre a tradição e a busca pela liberdade. Em toda a narrativa, a angústia e a dúvida permeiam a mente do protagonista. No entanto, em meio a desejos e tragédias, a personagem faz sua escolha, rompendo os grilhões que prendem sua família. Dentre as cenas seguintes, retiradas do roteiro do filme, a que apresenta o encontro do personagem com a liberdade é:

a) Tonho desvia o olhar do irmão e volta-se para o pai. / O pai, de costas para Tonho. / Tonho parte para ajudar o irmão. Soergue o feixe de cana e volta em direção à moenda.

b) PAI: “Tonho, tu vai com cuidado no amanhecer. E não se esqueça: tua obrigação é só com quem matou teu irmão. Negócio de homem para homem, olho no olho”.

c) Os joelhos de Tonho entram em quadro e aterrissam com um ruído seco no chão de terra batida. / O rosto de Tonho, que está ofegante e de olhos fechados. / Abre os

olhos e vê... O corpo do adversário imóvel está perto de

arbustos calcinados.

d) O velho, olhando Tonho em silêncio, mexe finalmente a cabeça, indicando a Tonho que ele está livre para seguir adiante. / Tonho, visto de costas, sai da casa, fragilizado

pela predição do velho. / Coloca o chapéu, como se isso pudesse protegê-lo.

e) Tonho surge detrás de uma duna de areia. / Olha para aquela infinidade, ouve o ruído da arrebentação. / Novamente o mar, em plano geral, o mar enorme, aquele

mundo de possibilidades. / E um homem que o descobre.

Fonte: Salles, Walter; Machado, Sérgio; Aïnouz, Karim. Abril Despedaçado.

In: Butcher, Pedro. Abril Despedaçado: História de um Filme. São Paulo:

Companhia das Letras, 2002, pp. 194, 196, 199, 202 e 228 (adaptado)

Texto 1

Num monumento à aspirina

Claramente: o mais prático dos sóis,

o sol de um comprimido de aspirina:

de emprego fácil, portátil e barato,

compacto de sol na lápide sucinta.

Principalmente porque, sol artificial,

que nada limita a funcionar de dia,

que a noite não expulsa, cada noite,

sol imune às leis de meteorologia,

a toda hora em que se necessita dele

levanta e vem (sempre num claro dia):

acende, para secar a aniagem da alma,

quará-la, em linhos de um meio-dia.

Fonte: Melo Neto, João Cabral de. A Educação pela Pedra. Rio de Janeiro,

Alfaguara, 2009

Texto 2

Ácido Acetilsali ílico – Aspirina

Aspirina® contém a substância ativa ácido acetilsalicílico, do grupo de substâncias anti-inflamatórias não esteroides, eficazes no alívio de dor, febre e inflamação. O ácido

acetilsalicílico inibe a formação excessiva de substâncias mensageiras da dor, as prostaglandinas, reduzindo assim a sensibilidade à dor.

Fonte: Bula do medicamento. Aspirina – ácido acetilsalicílico (adaptado)

3- Os textos tratam do mesmo tema, mas por meio de gêneros distintos e com diferentes intenções comunicativas. São marcas linguísticas características deles

a) a alternância entre o discurso direto, no primeiro texto, e o indireto, no segundo.

b) o uso do registro formal, no primeiro; coloquial, no segundo.

c) o predomínio de aspectos sonoros, como a rima, no primeiro texto, e o de aspectos semânticos, como a exploração da ambiguidade, no segundo.

d) a prevalência da conotação, no primeiro texto, e da denotação, no segundo.

e) a conjugação de verbos no modo imperativo, no primeiro texto, e no presente do indicativo, no segundo.

Comunicado importante

Atenção, jovens!

O título de eleitor é opcional para quem vai completar 16 anos até o dia 03 de outubro de 2010. A partir dos 18 anos, ele é obrigatório. Se você vai votar pela primeira vez, procure o cartório eleitoral para tirar o seu título. O prazo é até 05 de maio. E então?! Vai ficar, tipo assim, aí parado? Se liga, vai deixar os outros decidirem as coisas por você? O prazo é até 05 de maio.

Justiça Eleitoral

Fonte: Tribunal Superior Eleitoral. Campanha publicitária – Eleições 2010.

Disponível em: http://www.tse.gov.br/internet/eleicoes/campanha_publicitaria.

htm. Acesso em 13 de março de 2010

4- Ao analisarmos os procedimentos argumentativos do texto, podemos afirmar que ele

a) destaca o caráter opcional da participação jovem em eleições, a fim de divulgar a possibilidade de abstenção desses cidadãos.

b) é composto de um texto híbrido, com elementos do gênero epistolar, com o objetivo de melhor orientar eleitores de diferentes idades a bem votar.

c) realça a obrigatoriedade do voto para os maiores de 18 anos, com o objetivo de também se aproximar dos pais dos jovens eleitores.

d) explora o registro coloquial, a fim de favorecer a interlocução com o eleitor jovem.

e) informa prazos e locais para a solicitação do título eleitoral, a fim de convencer o eleitor jovem da obrigação de votar.

5-- A internet e as novas tecnologias mudaram drasticamente os hábitos e a maneira de consumir notícias. Mas ninguém consegue responder a esta perguntinha incômoda: “As

pessoas estão mais e mais bem informadas?”, questionou Dines, que, em seguida, comentou que o jornalismo cidadão “mostrou seu potencial” durante os protestos que

se seguiram às eleições presidenciais no Irã. “Aumenta o número de blogueiros e de twiteiros, mas não aumenta o número dos bem informados. Esse é um dos saldos da

revolução informativa que bem se resume a uma coletânea de factoides.

Fonte: Observatório da Imprensa. Irã, novas mídias e velho jornalismo.

Disponível em: http://www.tvebrasil.com.br/observatorio/cme/090707_ resumo_510.htm. Acesso em 21 de março de 2010 (adaptado)

Com base no que o texto apresenta, pode-se afirmar que a divulgação de informações na internet, por meio de blogs e outros sistemas de comunicação, resultou em

a) aumento do número de leitores críticos, com a mudança de hábitos no consumo das notícias.

b) diminuição do consumo de notícias veiculadas pelas formas impressas ( jornais e revistas), com o aumento do número de blogueiros e twiteiros.

c) aumento do número de protestos de cidadãos sobre fatos políticos, graças à maior qualidade da informação.

d) diminuição do potencial do jornalismo cidadão, visto que a maioria das pessoas não tem acesso a novas tecnologias.

e) aumento das possibilidades de veiculação da notícia, com superficialidade no tratamento das informações.

6-- Ora nesse tempo Jacinto concebera uma Ideia... Este Príncipe concebera a Ideia de que “o homem só é superiormente feliz quando é superiormente civilizado”. E por homem civilizado o meu camarada entendia aquele que, robustecendo a sua força pensante com todas as noções adquiridas desde Aristóteles, e multiplicando a potencia corporal dos seus órgãos com todos os mecanismos inventados desde Terâmenes, criador da roda, se torna um magnífico Adão, quase onipotente, quase onisciente, e apto portanto a recolher dentro de uma sociedade e nos limites do Progresso (tal como ele se comportava em 1875) todos os gozos e todos os proveitos que resultam de Saber e de Poder.. Pelo menos assim Jacinto formulava copiosamente a sua Ideia, quando conversávamos de fins e destinos humanos, sorvendo bocks poeirentos, sob o toldo das cervejarias filosóficas, no Boulevard Saint-Michel.

Fonte: Queirós, Eça de. As Cidades e as Serras. São Paulo: Hedra, 2006, p. 43

Levando em conta a “Ideia” apresentada no texto e o momento histórico em que se passa o episódio transcrito, analise as seguintes afirmativas:

I. Tem sua visão de felicidade determinada por idéias científicas e filosóficas, em moda naquele tempo.

II. É contrário ao estilo de vida das grandes metrópoles, que limita o pensamento dos homens, fazendo-os viver de forma boêmia e acomodada.

III. Comporta-se como um dândi, gastando sua elegância e dotes intelectuais nas rodas boêmias parisienses.

IV. Acredita ser superior aos demais por conseguir conjugar seu intelecto com o trabalho braçal que executa no campo – o que fica bem claro nas citações de

Aristóteles e Terâmenes.

É correto o que se afirma em:

a) I e II somente.

b) I e III somente.

c) II e III somente.

d) I e IV somente.

e) II e IV somente

7-

Iracema voou

Chico Buarque

Iracema voou

Para a América

Leva roupa de lã

E anda lépida

Vê um filme de quando em vez

Não domina o idioma inglês

Lava chão numa casa de chá

Tem saído ao luar

Com um mímico

Ambiciona estudar

Canto lírico

Não dá mole pra polícia

Se puder, vai ficando por lá

Tem saudade do Ceará

Mas não muita

Uns dias, afoita

Me liga a cobrar:

É Iracema da América

Fonte: Hollanda, Chico Buarque de. Iracema Voou. In: As Cidades. Rio de Janeiro: Marola Edições Musicais, 1998

Não é raro, na Literatura, um autor retomar uma personagem, ou suas características, de outro autor. A personagem original empresta seus dotes à nova produção, proporcionando, além da intertextualidade, uma comunicação entre os diferentes tempos e contextos. A canção Iracema Voou faz referência direta à Iracema romântica de José de Alencar – o que podemos perceber em “anda lépida”, na origem cearense e no choque e intercâmbio cultural. No entanto, o contexto da letra de Chico Buarque não

é mais o início da colonização, no cenário das matas brasileiras. O aspecto da realidade contemporânea usado como pano de fundo para a canção é

a) a sobrevivência na imigração ilegal.

b) a dura realidade dos artistas contemporâneos.

c) a questão territorial indígena brasileira.

d) o preconceito sofrido pelas pessoas de origem nordestina.

e) a dificuldade da mulher no mercado de trabalho.

8- Eu sou favela

Sérgio Mosca / Noca da Portela

A favela nunca foi reduto de marginal

A favela nunca foi reduto de marginal

Ela só tem gente humilde, marginalizada

E essa verdade não sai no jornal

A favela é um problema social

A favela é um problema social

Sim, mas eu sou favela

Posso falar de cadeira

Minha gente é trabalhadeira

E nunca teve assistência social

Ela só vive lá

Porque para o pobre não tem outro jeito

Apenas só tem o direito

A um salário de fome e uma vida normal

A favela é um problema social

A favela é um problema social

Fonte: Mosca, Sérgio; Portela, Noca da. Eu sou favela. n: Seu Jorge. Cru. Paris: Naïve, 2004

Os versos do samba procuram desconstruir a imagem da favela como “reduto de marginal” e propor a de que ela é “um problema social”. Com base no texto, pode-se

afirmar que uma das razões para que a primeira imagem seja alimentada pelo senso comum é a constante na alternativa:

a) Os pobres só encontram a marginalidade como jeito de sobreviver.

b) A imprensa deixa de divulgar as condições de vida nesses espaços.

c) Os moradores dessas comunidades silenciam-se diante dos problemas.

d) A assistência social garante alguns direitos, exceto o direito de trabalhar.

e) A gente humilde e marginalizada é propensa a viver de assistência social.

9-

Texto 1

Entrevistador – Em junho, iniciaram-se as obras de transposição das águas do rio São Francisco, em Cabrobó, em Pernambuco. O senhor crê que ela vai matar a sede da

população do Nordeste seco?

Aziz Ab’Saber – Fala-se que essa obra beneficiará cerca de 12 milhões de pessoas. Não acredito. Ela vai beneficiar principalmente os pecuaristas. O mais triste é que os donos das fazendas nem moram lá, mas sim em capitais como Fortaleza e Recife. A região do São Francisco é muito complexa. No Nordeste chove muito no verão e pouco no inverno, embora digam o contrário. É evidente que o Nordeste seco vai precisar de mais água quando o rio São Francisco, que passa em grande parte pelo cerrado de Minas Gerais e da Bahia, estiver mais baixo. Será justamente nessa época que o rio precisará jogar mais água para os eixos norte e leste que serão construídos até ela cair no açude de Orós. Aí surge um problema. As águas do São Francisco são poluídas e vão se encontrar com águas salinizadas do próprio açude. Ou seja, nessa época será preciso fazer uma transposição de águas maior do que a planejada.

Fonte: AB’Saber, Aziz. Entrevista – Aquecimento global. NATIONAL GEOGRAPHIC, set./2007

Texto 2

Desde o início do Brasil República, as nossas autoridades promovem esforços para colocar em execução o projeto de transposição das águas do Rio São Francisco, com objetivos de nutrir o abastecimento de 12 milhões de brasileiros que vivem no semiárido nordestino, morrendo de sede e, com o projeto, permitir a irrigação, através de métodos científicos, de milhares de hectares, que produzirão alimentos para uma vasta região do país e até para exportação. Confesso, sou um defensor desse projeto. Acho que será o

empreendimento mais importante dos últimos 200 anos realizado neste país em favor do desenvolvimento de uma região.

Fonte: Mendonça, Uchôa de. “Transposição: uma solução”. Espírito Santo. A Gazeta, 26/4/2008

Os dois textos tratam do projeto de transposição de águas do rio São Francisco. Em relação às opiniões neles representadas, pode-se afirmar que

a) embora divergentes, apresentam vários pontos comuns, como a importância histórica do projeto.

b) como o projeto de transposição é uma necessidade nacional, o posicionamento dos locutores é consensual.

c) são opiniões divergentes em relação à eficácia do projeto e à parte da população que será beneficiada com ele.

d) no primeiro texto, o autor procura camuflar sua opinião, e baseia suas críticas em dados técnicos, e, no outro texto, há a expressão clara da opinião.

e) a opinião convergente entre os dois textos é que a transposição irá atender principalmente agricultores e pecuaristas do semiárido.

10-Para responder à questão, leia atentamente os textos a seguir:

Texto 1

No Havaí primitivo, o surf esteve sempre ligado à mitologia e às crenças religiosas. Os habitantes acreditavam, por exemplo, que bastava deixar uma oferenda na árvore

escolhida para ser base da prancha que outra árvore nasceria igual. Outra versão atribui aos peruanos o início do que mais tarde seria o surf. Eles teriam inventado o esporte a partir do Cabalito de Totora, uma espécie de canoa feita em junco com a qual pescavam no mar. Na volta para suas vilas, ficavam em pé no Cabalito para curtir as ondas.

Fonte: Souza, R. Boas Ondas, Surfando com Rico de Souza. Rio de Janeiro:Ediouro, 2004, p. 16

Texto 2

Le Parkour (o percurso, em português) é uma arte, uma disciplina. Tem alguma semelhança com as artes marciais, com um diferencial: ao invés do treinamento que objetiva a luta, o treinamento no Parkour tem como objetivo a fuga. Não é um esporte, mesmo porque não existem competições de Parkour. O desafio está em superar os próprios limites. O que a princípio era impossível, após algum tempo de treinamento é perfeitamente realizável. Os praticantes são chamados de traceurs (ou traceuse para as mulheres). Os traceurs aprendem técnicas para passar qualquer obstáculo utilizando somente seu corpo. Com movimentos harmoniosos, naturais, os obstáculos são vencidos como se fossem partes dos próprios traceurs. O Parkour é uma prática solitária, na qual concentração e dedicação são essenciais, mesmo porque um movimento mal

executado pode causar danos físicos, e até a morte. O Parkour teve origem na França, nos anos 80, quando David Belle adaptou algumas técnicas utilizadas por seu

pai na Guerra do Vietnã. Dedicado, passou a treinar e aprimorou as técnicas.

Fonte: Pacievitch, T. Le Parkour. Disponível em: .

Acesso em 12 de março de 2010 (com cortes)

Os casos relatados exemplificam o surgimento de duas manifestações corporais. Analisando as situações, é possível inferir que

a) as práticas corporais, por ocasião do seu surgimento, apresentam técnicas definitivas.

b) fatores alheios às características dos grupos sociais determinam o surgimento das práticas corporais.

c) as técnicas utilizadas nas práticas corporais advêm das necessidades de um grupo cultural específico.

d) as maneiras de praticar uma manifestação corporal são definidas pelos seus inventores.

e) o lazer é o principal elemento motivacional para a criação das práticas corporais conhecidas.

11- Xeroftalmia, fem. Alterações oculares decorrentes da deficiência grave de vitamina A.Fonte: Brasil. Ministério da Saúde. Glossário temático : alimentação e nutrição.

Brasília, Editora do Ministério da Saúde, 2008

O termo técnico “xeroftalmia” nomeia uma alteração fisiológica. Das situações comunicativas abaixo, seria mais provável sua ocorrência em

a) pergunta do médico, em situação de consulta, para melhor entender os sintomas relatados por um paciente.

b) anúncio publicitário, com nova apresentação de polivitamínico para os consumidores.

c) artigo de divulgação científica, publicado em revista especializada na área de nutrição.

d) campanha publicitária, orientando a população sobre riscos do uso indevido da vitamina A.

e) texto escolar de ciências, orientando crianças em início de escolarização sobre a importância de alimentos ricos em vitamina A.

Antigamente

Antigamente, as moças chamavam-se mademoiselles e eram todas mimosas e muito prendadas. Não faziam anos: completavam primaveras, em geral dezoito. Os janotas,

mesmo não sendo rapagões, faziam-lhes pé-de-alferes, arrastando a asa, mas ficavam longos meses debaixo do balaio. E se levavam tábua, o remédio era tirar o cavalo da

chuva e ir pregar em outra freguesia. As pessoas, quando corriam, antigamente era para tirar o pai da forca e não caíam de cavalo magro. Algumas jogavam verde para colher maduro, e sabiam com quantos paus se faz uma canoa. O que não impedia que, nesse entrementes, esse ou aquele embarcasse em canoa furada.

Fonte: Andrade, Carlos Drummond de. Antigamente, in: Quadrante. Rio de

Janeiro, José Olympio, 1970

12- A expressão destacada sugere que, antigamente

a) os moços eram mais dedicados a valores de religiosidade.

b) cabia às moças a iniciativa de começar um relacionamento.

c) as principais profissões dos jovens eram ligadas ao comércio.

d) os rapazes eram insistentes nas tentativas de conquistar moças.

e) a juventude evitava a violência e resolvia conflitos pela conversa.

13- No texto, percebe-se que a escolha de um grupo de palavras tem por intenção

a) marcar como a língua varia e se modifica de região para região.

b) relacionar a língua com valores culturais de outra temporalidade.

c) explicar os sentidos de provérbios e ditados populares regionais.

d) alcançar estilo elevado, por meio de expressões cultas e formais.

e) estabelecer comparação entre moças de hoje e de antigamente.

14- Pesquisas da ONU apontam o Brasil como um dos líderes mundiais em violência contra a mulher, sendo que a cada 7 segundos uma mulher é agredida em seu próprio lar. Essa violência brutal afeta a vida da mulher em diferentes níveis: no seu convívio social, na sua profissão, na sua relação com os filhos e parentes, na sua autoestima e, portanto, na sua saúde física, mental e social. Acesse o site da campanha e ajude a reverter esse quadro filiando-se, comprando produtos da campanha ou divulgando a causa ao seu círculo de amizade: www.bemquerermulher.org.br.

Fonte: Disponível em http://bemquerermulher.webnode.com/sobre-a-campanha/.

Acesso em 5 de abril de 2010

No texto, o convencimento do leitor acerca da dimensão do problema da violência contra a mulher no Brasil se apoia na

a) informação de que existem produtos cuja venda pode ser revertida para outras ações.

b) divulgação do site da campanha, em que há informações mais amplas sobre esse problema.

c) explicação de como a violência afeta a mulher no trabalho, com consequente diminuição de contratações femininas.

d) citação de dados levantados por pesquisa, dando objetividade à apresentação desse problema.

e) comoção causada pela referência à baixa autoestima feminina, com crescente submissão ao problema.

15- Abaixo encontram-se algumas regras das modalidades do voleibol e atletismo paraolímpicos.

Voleibol para atletas amputados

Em relação ao convencional, a quadra é menor, com 10 m x 6 m, e a altura da rede é inferior à da modalidade, com cerca de 1,15 m do solo no masculino e 1,05 m para

o feminino. Os atletas jogam sentados na quadra. No voleibol paraolímpico o saque pode ser bloqueado. A quadra se divide em zonas de ataque e defesa. É permitido o contato das pernas de jogadores de um time com os do outro, porém as mesmas não podem atrapalhar o jogo do adversário. O contato com o chão deve ser mantido em toda e qualquer ação, sendo permitido perdê-lo somente nos deslocamentos. Cada jogo é decidido em uma melhor de cinco sets, vencendo o time que marcar 25 pontos no set. Em caso de empate, ganha o primeiro que abrir dois pontos de vantagem. Há ainda o tie break de 15 pontos.

Atletismo para pessoas com deficiência visual As provas são de acordo com a deficiência dos competidores, divididas entre corridas, saltos, lançamentos e arremessos. Nas provas de pista (corridas), dependendo do grau de deficiência

visual do atleta, ele pode ser acompanhado por um atleta-guia, que corre ao seu lado ligado por uma cordinha. Ele tem a função de direcionar o atleta, mas não deve puxá-lo, sob pena de desclassificação. As competições seguem as regras da Federação

Internacional de Atletismo (IAAF), com algumas adaptações para o uso de próteses, cadeira de rodas ou guia, mas sem oferecer vantagem em relação aos seus adversários.

Fonte: Comitê Paraolímpico Brasileiro. Disponível em: http://www.cpb.org.br.

Acesso em 14 de março de 2010

Tomando como referência o voleibol e o atletismo olímpicos, seria correto afirmar que

a) as modalidades paraolímpicas são adaptadas aos participantes, enquanto nas olímpicas, os participantes devem se adaptar.

b) as técnicas empregadas nas modalidades olímpicas são decorrentes das modalidades paraolímpicas.

c) as modalidades paraolímpicas desconsideram as características das modalidades olímpicas.

d) as regras das modalidades paraolímpicas e olímpicas desconsideram as características dos participantes.

e) as técnicas empregadas nas modalidades olímpicas e paraolímpicas são correspondentes às características dos atletas.

16- O caçador de pipas

Khaled Hosseini

[...] os afegãos são um povo independente. Cultivam os costumes, mas abominam as regras. E com as pipas não podia ser diferente. As regras eram simples: não havia

regras. Empine a sua pipa. Corte a dos adversários. E boa sorte. Só que isso não era tudo. A brincadeira começava mesmo depois que uma pipa era cortada. Era aí que entravam em cena os caçadores de pipas, aquelas crianças que corriam atrás das pipas levadas pelo vento, até que elas começassem a rodopiar e acabassem caindo no quintal de alguém, em uma árvore ou em cima de um telhado. Essa perseguição podia se tornar bastante feroz; bandos de meninos saíam correndo desabalados pelas ruas, uns empurrando os outros como aquela gente da Espanha sobre quem li alguma coisa,

aqueles que correm dos touros. Uma vez, um garoto da vizinhança subiu em um pinheiro para apanhar uma pipa. O galho quebrou com seu peso e ele caiu de mais de dez metros de altura. Quebrou a espinha e nunca mais voltou a andar. Mas caiu segurando a pipa. E quando um desses caçadores põe a mão em uma pipa, ninguém pode tirá-la dele. Isso não é regra. É o costume.

Fonte: Hosseini, K. O Caçador de Pipas. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2005, p. 57-58

Com base no relato acima, é possível afirmar que

a) as regras da prática corporal são estabelecidas pelos praticantes.

b) os procedimentos adotados durante as práticas corporais independem dos seus participantes.

c) cortar as pipas das outras crianças não fazia parte dos costumes afegãos.

d) as manifestações corporais são elaboradas a partir dos valores culturais de um grupo.

e) as crianças afegãs elaboram as regras da brincadeira conforme seus interesses.

17- Segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Dois caminhos

Gostei muito da iniciativa de Caetano Veloso de abrir seu processo criativo pelo blog obraemprogresso.com.br e decidi fazer o mesmo. Estou trabalhando num romance e

muitas questões me assolam. Vou contar a ideia básica do livro e talvez vocês possam me ajudar. Num certo dia, um sujeito, que é funcionário público, acorda, na sua cama,

transformado numa barata. A partir dessa transformação, tenho dois grandes caminhos a seguir. No primeiro, farei dessa história uma metáfora dos efeitos da massificação

gerados pela sociedade industrial no indivíduo. Com um clima de angústia e desconcerto, pretendo antecipar o surgimento de fenômenos como o do nazismo, e assim fazer um marco literário de grande valor para a humanidade. O segundo caminho é transformar o personagem principal num protagonista divertido de história infantil: o Q Barato. Q Barato, depois de ter se transformado, partirá da sua aldeia para descobrir, no mundo dos insetos, que todos os seres vivos têm uma importante missão no equilíbrio do planeta. Até mesmo uma baratinha nojenta e rejeitada. Com

a criação de mais dois personagens, um pernilongo espoleta e aloprado, mas de bom coração, e uma joaninha princesa linda e rica, que vai se apaixonar pelos verdadeiros valores do Q Barato, a Pixar pode se interessar. No caminho um, o título será A Metamorfose; no dois, A Barata é um Barato.

Postado por Blog do Kafka às 13h47

Comentários:

30 de agosto de 2008 08:23

V.H. de Araujo Barbosa disse...

Que pergunta... é lógico que o melhor caminho é o segundo. Qual o sentido de “fazer um marco literário de grande valor para a humanidade” ao invés de arrecadar milhões de dólares em bilheterias de cinemas do mundo todo? Você e suas dúvidas existencialistas, Kafka...

30 de agosto de 2008 10:10

romantiezer disse...

kkkkkkkkk muito boa axo q vc tbem deveria explorar o lado obscuro das baratas tipo

seu ódio e desdem pela humanidade q está destruindo o planeta

Fonte: Knijnik, Vitor. Blogs do Além. Disponível em: http://www.cartacapital.com.br/blogsdoalem/kafka/. Acesso em 21 de março de 2010

Os textos que você leu representam gêneros de escrita digitais cuja linguagem pode ser definida por

a) apresentar formalidade em seu registro, no qual as marcas de expressão dos interlocutores tendem à construção de um texto impessoal.

b) contar com recursos expressivos que apontam neutralidade das informações e cuja interatividade se dá pela análise das informações por parte dos leitores.

c) ser marcado por palavras e expressões que dependem do conhecimento específico em linguagem nas mídias digitais para ser interpretadas.

d) expor informações e projetos à avaliação alheia, de modo a construir um texto que não apresente um autor definido.

e) estabelecer um diálogo por meio do uso de palavras e expressões em português e “internetês”, considerando o conhecimento do leitor para se fazer compreensível.

Fonte: http://adao.blog.uol.com.br/arch2010-01-01_2010-01-31.html

Acesso em 12 de março de 2010

18- Da fome. A estética. A preposição “da”, ao contrário da preposição “sobre”, marca a diferença: a fome não se define como tema, objeto do qual se fala. Ela se instala na própria forma do dizer, na própria textura das obras. Abordar o Cinema Novo do início dos anos 60 é trabalhar essa metáfora que permite nomear um estilo de fazer cinema. Um estilo que procura redefinir a relação do cineasta brasileiro

com a carência de recursos, invertendo posições diante das exigências materiais e as convenções de linguagem próprias ao modelo industrial dominante.

Fonte: Xavier, Ismail. Sertão Mar – Glauber Rocha e a Estética da Fome. São

Paulo: Brasiliense, 1983, p. 9

A “estética da fome” mencionada por Ismail Xavier vigorou durante muito tempo no cinema brasileiro. Hoje, com o cinema nacional voltado para os problemas contemporâneos, na maioria dos casos urbanos, a estética crucial do Cinema Novo

ficou em segundo plano, mas tem seus seguidores. Indique, nas alternativas seguintes, a obra que mais se aproxime, no tema, nas ambientações e na realidade de produção, da “estética da fome” dos anos 1960.

a) Central do Brasil, de Walter Salles: tem como fio condutor a solidão e as delicadas relações advindas dessa situação e inicia-se no Rio de Janeiro, levando seus protagonistas a uma viagem ao interior do país. Ganhador de vários prêmios, o filme é uma das maiores produções nacionais dos anos 1990.

b) O Invasor, de Beto Brant: trata da violência urbana, tendo como peça central um matador de aluguel que se infiltra na vida e nos negócios de empresários de sucesso.

O filme, ambientado em São Paulo, conta com o apoio de um elenco de estrelas como Malu Mader, Alexandre Borges, Marco Ricca e Mariana Ximenes.

c) Cabra-Cega, de Toni Venturi: coproduzido pela Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo, e patrocinado por bancos e empresas estatais, o filme trata da ditadura militar, acompanhando os dias de um militante escondido.

d) Bicho de Sete Cabeças, de Laís Bodanzky: é uma adaptação do livro O Canto dos Malditos, de Austregésilo Cerrano, que denuncia a realidade dos manicômios sob o olhar de um usuário de drogas internado nessas instituições. A diretora, muito prestigiada, teve apoio de grandes artistas na elaboração do filme.

e) O Céu de Suely, de Karin Aïnouz: nesse filme, a protagonista encontra uma saída inusitada para escapar da miséria e da escassez de sua terra, rifar o próprio corpo. O filme, independente e de baixo orçamento, utiliza a própria paisagem como uma espécie de personagem opressora..

19- Texto 1

Exames de ultrassom são feitos a distância por meio do celular

Um telefone celular de terceira geração e uma sonda de ultrassom portátil, ambos conectados por uma conexão USB, transformaram-se em uma nova plataforma que está unindo computação e medicina, criando um dispositivo portátil que permite a realização de exames médicos a distância. Segundo ele [Dr. David Zar, responsável pelo projeto], sua visão sobre o futuro do novo sistema inclui o treinamento de

pessoas em áreas remotas do mundo em desenvolvimento com os conceitos básicos de coleta de dados com os telefones e o seu envio para uma unidade centralizada para um local, em qualquer parte do mundo, onde os especialistas possam analisar as imagens e fazer um diagnóstico.

Fonte: Disponível em http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=exames-ultrassom-feitos-distancia-por-celular&id=4066.

Acesso em 22 de março de 2010

Texto 2

O GPS informa as condições do trânsito em tempo real e sugere rotas alternativas para escapar dos congestionamentos.

Fonte: Disponível em http://64.233.163.132/search?q=cache:G51_

DwxzgiQJ:www1.folha.uol.com.br/folha/classificados/veiculos/ult1670u626587.s

html+GPS+informa+as+condi%C3%A7%C3%B5es+do+tr%C3%A2nsito+em+tem

po+real+e+sugere+rotas+alternativas+para+escapar+dos+congestionamentos.&c

d=1&hl=pt-BR&ct=clnk&gl=br. Acesso em 15 de março de 2010 (adaptado)

Caso se tornem acessíveis e sejam utilizados por pessoas habilitadas em situações adequadas, os equipamentos acima

a) reduzirão o número de acidentes de trânsito.

b) reduzirão o número de internações hospitalares.

c) anteciparão o acesso a informações relevantes.

d) diminuirão a quantidade de pessoas atendidas.

e) tornarão dispensáveis profissionais especializados.

20- Paulinho da Viola admitiu à Revista Língua ter ficado atordoado quando chamaram sua atenção para um erro de articulação dos tempos verbais em seu samba

“Comprimido”, crônica de um homem que, depois de brigar com a mulher, tenta o suicídio:

Noite de samba

Noite comum de novela

Ele chegou

Pedindo um copo d’água

Pra tomar um comprimido

Depois cambaleando

Foi pro quarto

E se deitou

Era tarde demais

Quando ela percebeu

Que ele se envenenou.

– Então, me deram o toque: não era “envenenou”, mas “envenenara”.

Paulinho tentou mudar.

– Nada encaixava. Um desespero. Aí decidi deixar assim, com erro mesmo. Nunca reclamaram.

Fonte: Jebaili, Paulo. A gente cantamos errado?. Revista Língua Portuguesa.

Disponível em: http://revistalingua.uol.com.br/textos.asp?codigo=11506. Acesso

em 22 de março de 2010 (adaptado)

Dentre as alternativas, compostas de versos de músicas do cancioneiro popular brasileiro, a que apresenta a norma-padrão do português, com desvio também referente à articulação inadequada entre tempos verbais, é:

a) Se você fosse sincera / Ô, ô, ô, Aurora / Veja só que bom que era / Ô, ô, ô, Aurora.

b) A gente não sabemos escolher presidente? A gente não sabemos tomar conta da gente.

c) Assum preto veve sorto, mas num pode avuá

.d) Os óio se enche d’água. Que até a vista se atrapaia, ai, ai, ai.

e) Eis que Jesus me premeia / surge outro compositor/ jovem de grande valor / com o mesmo sangue na veia.

Fonte: Sica, Rafael. Disponível em: .

Acesso em: 14 de março de 2010

Texto 2

Comida

A gente não quer

Só dinheiro

A gente quer dinheiro

E felicidade

A gente não quer

Só dinheiro

A gente quer inteiro

E não pela metade...

(...)

A gente não quer só comida

A gente quer comida

Diversão e arte

A gente não quer só comida

A gente quer saída

Para qualquer parte...

Fonte: Titãs. Jesus Não Tem Dentes no País dos Banguelas. Gravadora Continental, 1989

21- Quanto à impossibilidade de realização dos sujeitos nas sociedades modernas, os textos chamam a atenção do leitor para

a) a necessidade de se criarem novas técnicas que permitam ao indivíduo aperfeiçoar o trabalho e ampliar seus rendimentos financeiros.

b) o princípio de que a felicidade será alcançada se o trabalhador se mostrar inovador em sua prática cotidiana.

c) a supervalorização do trabalho burocratizado e a desconsideração das necessidades de vivências culturais e sociais.

d) a necessidade de que prevaleça a individualidade em ambientes sociais e do trabalho.

e) o comportamento inadequado do trabalhador que se acomoda diante do cansaço e da incerteza em relação aos seus desejos.

22- Texto 1

A atividade física é um importante determinante das características físicas do adolescente. Sustenta-se que a obesidade em adolescentes resulta do desequilíbrio entre

atividade reduzida e excesso de consumo de alimentos densamente calóricos, tendo mostrado que o número de horas que um adolescente passa assistindo TV é um

importante fator associado à obesidade, acarretando um aumento de 2% na prevalência da obesidade para cada hora adicional de televisão em jovens de 12 a 17 anos.

Fonte: Fonseca, Vania de Matos; Sichieri, Rosely, Veiga, Glória Valéria. “Fatores

associados à obesidade em adolescentes”. São Paulo, Revista de Saúde Pública,

vol. 32, n. 6. dec. 1998 (adaptado)

Texto 2

Fonte: Disponível em: http://www.clubic.com/actualite-90958-actualitesemaine-

croquee-dessins.html. Acesso em 14 de março de 2010

Nos textos acima, busca-se influenciar a mudança de hábitos em jovens e adultos por meio de

a) posicionamento satírico em relação ao comportamento sedentário da população contemporânea.

b) crítica ao desenvolvimento tecnológico, pouco estimulante à prática de hábitos saudáveis.

c) constatação de que a televisão é responsável pela má alimentação entre adolescentes.

d) elogio à prática de atividades físicas e às refeições balanceadas.

e) explicitação de relações entre obesidade e o tempo despendido para ver televisão.

Um comentário:

Unknown disse...

cade o gabarito?

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