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domingo, 19 de agosto de 2012

Romantismo- Resumo



Romantismo
No Brasil, o romantismo teve início com a publicação de "Suspiros poéticos e saudades", de Gonçalves de Magalhães, em 1836.
O Romantismo, estilo literário do século XIX, é a manifestação artística feita para um público consumidor novo: A burguesia.
Características gerais:
  • Supervalorização do amor
  • Idealização da figura feminina
  • Predomínio da imaginação, do sonho, do isolamento
  • Criação do mito do herói belo, honesto, corajoso
  • Ênfase no sentimento, na emoção, na sensualidade
  • Medievalismo, nacionalismo

1ª Geração: Início do Romantismo no Brasil (Nacionalismo/ Sentimentalismo)
Características:                  
  • O Romantismo europeu foi adaptado à escola brasileira
  • Nacionalismo com ênfase na cor local
  • Indianismo: O índio é idealizado para que possa representar valores brasileiros
  • OBS.: O amor na 1ª geração romântica é ingênuo, íntimo, idealizado.
2ª Geração: Escapismo/ Mal-do-século
Os artistas levam às últimas consequências a descrença na solução dos problemas existenciais. A única solução para resolverem suas angústias é por meio da evasão da realidade.
Características:
  • Mal-do-século
  • Pessimismo
  • Evasão da morte
  • Amor é sinônimo de idealização e erotismo
  • Satanismo (incredulidade)

3ª Geração: Engajamento/ Condoreirismo
O declínio da monarquia, a luta pela abolição da escravidão, a campanha pela instauração da república. Isso é o que fez o poeta romântico sair da individualidade e se integrar ao universo social.
Características:
O amor, na 3ª geração, é carregado de sensualidade.
  • Engajamento social: luta por uma causa
  • Poesia de temática social
  • Condoreirismo (exagero)
  • Erotismo
Principais autores:
José de Alencar 
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JOSÉ Martiniano DE ALENCAR (1829-1877)
É o mais importante prosador do Romantismo brasileiro.
Romances Urbanos: Cinco Minutos (1856), A Viuvinha (1860); Lucíola (1862); Diva (1864); A Pata da Gazela (1870); Sonhos d'Ouro (1872); Senhora (1875); Encarnação (1893).
Romances Históricos: As Minas de Prata (1871); A Guerra dos Mascates(1873); Alfarrábios.
Romances Regionalistas: O Gaucho (1870); O Tronco do Ipê (1871); O Til (1872); Sertanejo (1873).
Romances Rurais: O Tronco do Ipê (1871); Til (1872).
Romances Indianistas: O Guarani (1857); Iracema (1875); Ubirajara (1874).
Poesia: Os Filhos de Tupã (1910).
Teatro: A Noite de São João; O Crédito; Demônio Familiar (1858); Mãe (1859); Verso e Reverso; As Asas de Um Anjo; O Jesuíta (1907).
Joaquim Manuel de Macedo
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JOAQUIM MANUEL DE MACEDO (1820-1882)
O autor mais lido do Brasil no final da década de 40. Seus romances (urbanos) têm todas as características dos romances iniciais: descrição de costumes da sociedade carioca, suas festas e tradições (jovens idealizados, moçoilas casadoiras ingênuas e puras); linguagem simples; tramas fáceis; pequenas intrigas de amor e mistério; um final feliz com a vitória do amor.
Romances: A Moreninha (1884); O Moço Loiro (1845); Os Dois Amores (1848); Rosa; Vicentina; A Carteira do Meu Tio; A luneta Mágica (1869), As Vítimas Algozes; Nina; A Namoradeira; Um Noivo e Duas Noivas.
Teatro: O Cego (1849); O Fantasma Branco (1856); O Primo da Califórnia (1858).
Bernardo Guimarães
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BERNARDO Joaquim da Silva GUIMARÃES (1825-1884)
Romances: O Ermitão de Muquém (1865); O Garimpeiro; Lendas e Romances; O Seminarista (1872); O Índio Afonso; A Escrava Isaura (1875); O Pão de Ouro; Rosaura, a Enjeitada.
Poesia: Cantos da Solidão.
Bernardo é considerado o criador do romance sertanejo e regional.
Manuel Antônio de Almeida
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MANUEL ANTÔNIO DE ALMEIDA (1831-1861)
Romance de Costume: Memórias de um Sargento de Milícias. Esse romance foi publicado, inicialmente, no suplemento "Pacotilha" do jornalCorreio Mercantil sem o nome do autor, sob a forma de folhetim.
Visconde de Taunay
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Alfredo D'escragnolle (VISCONDE) DE TAUNAY (1843-1899)
Romances: A Retirada da Laguna (1871, )romance escrito em francês;Inocência (1872); Lágrimas do Coração; Histórias Brasileiras(1874)..
Castro Alves  (1847/1871)
Castro Alves - Poeta dos Escravos

Obras: Espumas Flutuantes, 1870 ; A Cachoeira de Paulo Afonso, 1876 ; Os
Escravos, 1883 ; Hinos do Equador, em  edição de suas Obras Completas
(1921); Navio Negreiro(1869) ;  Tragédia no mar . Para o Teatro escreve
Gonzaga ou a Revolução de Minas, 1875.

Pré- Modernismo e Vanguardas- Resumo


Pré- Modernismo

Momento Histórico

- O Brasil era governado por presidentes que representavam a classe dominante dos estados de Minas Gerais e São Paulo.Foi chamado de REPÚBLICA CAFÉ – COM – LEITE
- Chegada de imigrantes
- Ciclo da borracha da Amazônia
- Urbanização e industrialização de São Paulo e Rio d Janeiro
- Greves em São Paulo
- Cangaço no Nordeste e Guerra de Canudos


 * O Pré-Modernismo na literatura refletiu esse momento de agitação da nossa história. Não pode ser considerado uma escola literária; foi um período de transição da Literatura Brasileira, em que várias tendências artísticas aconteceram ao mesmo tempo.
* O pré- modernismo surgiu da insatisfação dos jovens escritores com a literatura da época, quando os escritores estavam mais preocupados em retratar o mundinho cor-de-rosa das elites, com suas festas, saraus e tudo aquilo que era “podre de chique” (expressão usada na época).
Marco Inicial

“Os sertões”, de Euclides da Cunha, em 1902.

Características

* Ruptura com o passado
* Denúncia da realidade brasileira
* Regionalismo

Principais autores

- Euclides da Cunha: (1886- 1909)

Escreveu “OS sertões”, obra que marcou o início do Pré- Modernismo.

Os sertões:  Euclides da Cunha, ao escrever o livro, tinha, inicialmente a intenção de registrar a Guerra de Canudos para o Jornal “O Estado de S.Paulo”, para onde trabalhava. Foi dividido em três partes, a saber:

- A terra: apresenta uma descrição detalhada da região
- O homem: caracteriza o sertanejo que vivia aquele momento
- A luta: Apresenta um relato do conflito entre as forças militares e os homens guiados pelo beato Antonio Conselheiro

- Lima Barreto: (1881- 1922)

Escreveu “Triste fim de Policarpo Quaresma”

- Monteiro Lobato (1882- 1948)

-Faz uma denúncia dos problemas da realidade
-Retrata o regionalismo
- Desenvolveu a literatura infantil

Escreveu:
- Urupês, Cidades Mortas, Idéias de Jeca Tatu, E o Sítio do Pica-pau Amarelo

-Augusto dos Anjos (1884- 1914)

Publicou um único livro “EU”
Sua poesia apresenta importantes traços simbolistas

Vanguardas Européias

            No período compreendido entre a Primeira e a Segunda Grande Guerra surgiram, na Europa, uma série de movimentos artísticos intitulados de Vanguardas Européias. Também conhecidas como “Os 5 ismos”, elas tinham em comum o questionamento da herança cultural legada pelo século XIX. São elas:
-Cubismo: Teve como principal representante Pablo Picasso. Tinha como proposta mostrar os objetos “cubificados”, de forma que pudessem ser vistos sob todas as perspectivas e ângulos.
- Futurismo: Teve como idealizador Filippo Tommaso  Marinetti. Tinha como proposta a destruição total do passado,o fascínio pela guerra, a demolição de  museus e bibliotecas. A exaltação à modernidade, à velocidade, aos carros e aviões.
- Expressionismo: Retrata o lado obscuro da humanidade, retratando nas faces a angústia e o medo. É a manifestação do interior dos er humano. Teve como gradne representante Van Gohg e Edvard Munch
-Dadaísmo: Fundado por Tristan Tzara, o nome Dadaísmo não significa nada. Tem como proposta abolir a lógica, o racional, propondo a espontaneidade, o caos.
- Surrealismo: Tinha como proposta alcançar o inconsciente ( e o sub) do homem, valorizando a loucura, o sonho, a imaginação. Teve como grandes nomes Salvador Dali e René Magritte.

segunda-feira, 30 de julho de 2012

SER PROFESSORA DE PORTUGUÊS

01 - Professora de português não nasce; deriva-se.
02 - Professora de português não cresce; vive gradações.
03 - Professora de português não se movimenta; flexiona-se.
04 - Professora de português não é filha de mãe solteira; resulta de uma derivação imprópria.
05 - Professora de português não tem família; tem parênteses.
06 - Professora de português não envelhece; sofre anacronismo.
07 - Professora de português não vê tv; analisa o enredo de uma novela.
08 - Professora de português não tem dor aguda; tem crônica.
09 - Professora de português não anda; transita.
10 - Professora de português não conversa; produz texto oral.
11 - Professora de português não fala palavrão; profere verbos defectivos.
12 - Professora de português não se corta; faz hiato.
13 - Professora de português não grita; usa vocativos.
14 - Professora de português não dramatiza; declama com emotividade.
15 - Professora de português não se opõe; tem problemas de concordância.
16 - Professora de português não discute; recorre a proposições adversativas.
17 - Professora de português não exagera; usa hipérboles.
18 - Professora de português não compra supérfluos; possui termos acessórios.
19 - Professora de português não fofoca; pratica discurso indireto.
20 - Professora de português não é frágil; é átona.
21 - Professora de português não fala demais; usa pleonasmos.
22 - Professora de português não se apaixona; cria coesão contextual.
23 - Professora de português não tem casos de amor; faz romances.
24 - Professora de português não se casa; conjuga-se.
25 - Professora de português não depende de ninguém; relaciona-se a períodos por subordinação.
26 - Professora de português não tem filhos; gera cognatos.
27 - Professora de português não tem passado; tem pretérito mais-que-perfeito.
28 - Professora de português não rompe um relacionamento; abrevia-o.
29 - Professora de português não foge a regras; vale-se de exceções.
30 - Professora de português não é autoritária; possui voz ativa.
31 - Professora de português não é exigente; adota a norma padrão.
32 - Professora de português não erra; recorre a licença poética.

terça-feira, 12 de junho de 2012

Quadro geral das escolas literárias brasileiras


LITERATURA BRASILEIRA - Quadro Cronológico

ESTILO LITERÁRIO / DESTAQUESCARACTERÍSTICAS GERAIS
ERA COLONIALQUINHENTISMO

Início: A Carta de Caminha

Contexto histórico:
Literatura documental, histórica, de caráter informativo.
A Carta de Caminha é o primeiro documento literário brasileiro. Carta descritiva com espírito ufanista e nativista. Foi parodiada de forma satírica por Oswald de Andrade, poeta modernista.
O Quinhentismo serviu de inspiração literária para alguns poetas e escritores do Romantismo e do Modernismo.
No Romantismo: Gonçalves Dias, José de Alencar.
No Modernismo: Oswald de Andrade.

Destacaram-se:
- Pero Vaz de Caminha - A Carta de Caminha
- Pe. José de Anchieta - escreveu textos religiosos, um teatro religioso. Tinha devoção ao culto mariano. Recebeu influência da tradição medieval.Obs.: Não recebeu influência da poesia lírica deCamões (soneto).
- Pe. Manuel da Nóbrega
BARROCO

Início: Prosopopeia - poema épico de Bento Teixeira

Contexto histórico:
Frequência das antíteses e paradoxos, fugacidade do tempo e incerteza da vida.
Características: rebuscamento, virtuosismo, ornamentação exagerada, jogo sutil de palavras e ideias, ousadia de metáforas e associações.
Cultismo ou Gongorismo: abuso de metáforas, hipérboles e antíteses. Obsessão pela linguagem culta, jogo de palavras.
Conceptismo (Quevedo): jogo de ideias, pesquisa e essência íntima.

Destacaram-se:
- Gregório de Matos - apelidado de "A Boca do Inferno". Oscilou entre o sagrado e o profano. Poeta lírico, satírico, reflexivo, filosófico, sacro, encomiástico, obsceno. Não foi poeta épico.
- Bento Teixeira
- Pe. Antonio Vieira - Expoente máximo da Literatura Brasileira e da Literatura Portuguesa, pois durante sua estada em Portugal aderiu a temas nacionais portugueses e durante a sua permanência no Brasil, aderiu a temas nacionais brasileiros. Era prosador e não poeta, e conceptista, pois atacou o cultismo. Escreveu sermões, entre eles o Sermão da Sexagésima.
ARCADISMO

Início: Publicação deObras Poéticas, de Cláudio Manuel da Costa, obra inicial do Arcadismo brasileiro.

Contexto histórico:
Pastoralismo, bucolismo. Ideal de vida simples, junto à natureza (locus amoenus).
Fugere urbem ("evitar a cidade", "fugir da civilização"). busca do equilíbrio e da naturalidade, no contato com a natureza.
Carpe diem ("aproveite o dia"). Consciência da fugacidade do tempo.
Simplicidade, clareza e equilíbrio. Emprego moderado de figuras de linguagem.
Natureza racional (é vista como um cenário, como uma fotografia, como um pano de fundo.
Pseudônimos.
Fingimento / Artificialismo

Destacaram-se:
- Tomás Antonio Gonzaga - poeta maior do Arcadismo brasileiro com suas liras Marília de Dirceu. Pseudônimo como poeta lírico: Dirceu; pseudônimo como poeta satírico: Critilo (Cartas Chilenas). Autores épicos do Arcadismo brasileiro: 
- Cláudio Manuel da Costa - Poeta lírico e épico. Seu pseudônimo é Glaudeste Satúrnio. Seus sonetos são de imitação Camoniana. Obra: Vila Rica.
- Basílio da Gama - Obra: O Uraguai.
- Santa Rita Durão - Obra: Caramuru. Obs.: O índio antes de José de Alencar aparece nos poemas épicos O Uraguai e Caramuru. Portanto, o Arcadismo preparou o Romantismo.
ERA NACIONALROMANTISMO

Início: publicação deSuspiros Poéticos, deGonçalves de Magalhães

Contexto histórico:
Predomínio da emoção, do sentimento (subjetivismo); evasão ou escapismo (fuga à realidade). Nacionalismo, religiosidade, ilogismo, idealização da mulher, amor platônico. Liberdade de criação e despreocupação com a forma; predomínio da metáfora.

1ª geração romântica: 1840/50 - indianista ou nacionalista. A temática era o índio, a pátria.
Destacou-se:- Gonçalves Dias - Obras: Canção do Exílio e I Juca Pirama.

2ª geração romântica: 1850/60 - byroniana, mal-do-século, individualista ou ultra-romântica. A temática era a morte.
Destacou-se: 
Álvares de Azevedo - poeta da dúvida, tinha obsessão pela morte. Recebeu influência deByron e Shakespeare. Oscila entre a realidade e a fantasia. Obra: Livro de contos Noite na taverna.

3ª geração romântica: 1860/70 - condoreira, social ou hugoana. A temática é a abolição e a república.
Destacaram-se:
Poesia:
- Castro Alves - poeta representante da burguesia liberal. Obras: Espumas Flutuantes, O Navio Negreiro, Vozes d'África.
Prosa:
- José de Alencar (representante maior) - defensor do "falar brasileiro" / dá forma ao herói / amalgamando a sua vida à natureza.
- Joaquim Manuel de Macedo - Obra: A Moreninha.
- Bernardo Guimarães - Obra: A escrava Isaura.
- Manuel Antônio de Almeida - Obra: Memórias de um sargento de milícias.

Modalidades do Romantismo: Romance de folhetim - Teixeira e Sousa, O filho do pescador.
Romance urbano - Joaquim Manuel de Macedo, A Moreninha.
Romance regionalista: Bernardo Guimarães, O ermitão de Muquém.
Romance indianista e histórico - José de Alencar,O Guarani.

Obs.: O Romantismo está para o Modernismo.
REALISMO / NATURALISMO

REALISMO

Início: Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis, publicado em 1881.

NATURALISMO

Início: O Mulato, de Aluísio Azevedo

Contexto histórico:
REALISMO
Literatura de combate social, crítica à burguesia, ao adultério e ao clero.
Análise psicológica dos personagens.
Objetividade, temas contemporâneos.
Destacou-se:Machado de Assis - trilogia: Memórias Póstumas de Brás Cubas (narrado em 1ª pessoa); Quincas Borba ("ao vencedor as batatas"); Dom Casmurro(narrado em 1ª pessoa - enigma de traição)

NATURALISMO
Desdobramento do Realismo.
Escritores naturalistas retratam pessoas marginalizadas pela sociedade.
O Naturalismo é fruto da experiência.
Análise biológica e patológica das personagens.
Determinismo acentuado.
As personagens são compradas aos animais (zoomorfismo).

Destacaram-se:
- Aluísio Azevedo - Obras: O Mulato; O Cortiço(romance social, personagem principal do romance é o próprio cortiço).
- Raul Pompeia - Obra: O Ateneu.
PARNASIANISMO

Início: Fanfarras, deTeófilo Dias

Contexto histórico:
  • Contemporâneo do Realismo - Naturalismo
Estilo especificamente poético, desenvolveu-se junto com o Realismo - Naturalismo.
A maior preocupação dos poetas parnasianos é com o fazer poético.
Arte pela arte.
Poesia descritiva sem conteúdo; vocabulário nobre; objetividade.
Os poetas parnasianos são considerados "os mestres do passado". Por suas manias de precisão foram criticados severamente pelos poetas do 1º Tempo Modernista.

Destacou-se:
Olavo Bilac (poeta representante) - Profissão de Fé.
SIMBOLISMO

Início: Missal e Broquéis, de Cruz e Souza

Contexto histórico:
Origem: a poesia de Baudelaire.
Características: desmistificação da poesia, sinestesia, musicalidade, preferência pela cor branca, sensualismo, dor e revolta.

Destacou-se:Cruz e Souza (poeta representante) - Obra: Missal e Broquéis.
PRÉ-MODERNISMO

Início: Os Sertões,Euclides da Cunha;Canaã, Graça Aranha

Contexto histórico:
Convivem juntas duas tendências:

1. Conservadora: sobrevivência da mentalidade positivista, agnóstica e liberal.

Destacou-se:Euclides da Cunha - Obra: Os Sertões (miséria e subdesenvolvimento nordestino).

2. Renovadora: incorporação de aspectos da realidade brasileira.

Destacaram-se:
- Lima Barreto, Triste Fim de Policarpo Quaresma(a vida urbana e as transformações de início de século).
- Monteiro Lobato - livro de contos Urupês (a miséria do caboclo, a decadência da cultura cafeeira). Obs.: Foi Monteiro Lobato quem criticou a exposição da pintora Anita Malfatti, chamando-a de "Paranóia ou Mistificação".
- Graça Aranha, Canaã (imigração além do Espírito Santo).

Poeta representante: Augusto dos Anjos - Obra:Eu e outras poesias.
MODERNISMO
PRIMEIRA FASE


Início: Semana de Arte Moderna

Contexto histórico:
Poesia nacionalista.
Espírito irreverente, polêmico e destruidor, movimento contra.
Anarquismo, luta contra o tradicionalismo; paródia, humor.
Liberdade de estética. Verso livre sem uso da métrica. Linguagem coloquial.

Destacaram-se:
- Mário de Andrade - Obra: Pauliceia desvairada(Prefácio Interessantíssimo)
- Oswald de Andrade - Obra: Manifesto antropofágico / Pau-Brasil
- Manuel Bandeira - Obra: Libertinagem
MODERNISMO
SEGUNDA FASE


Contexto histórico:

Destaca-se a prosa regionalista nordestina (prosa neo-realista e neo-naturalista).

Representantes:
- Graciliano Ramos - representante maior, criador do romance psicológico nordestino - Obras: Vidas Secas; São Bernardo.
- Jorge Amado - Obras: Mar Morto; Capitães da Areia.
- José Lins do Rego - Obras: Menino de Engenho;Fogo Morto.
- Rachel de Queiroz - Obra: O Quinze.
- José Américo de Almeida - Obra: A Bagaceira

Poesia 30/45 - ruma para o universal.
Carlos Drummond de Andrade faz poesia de tensão ideológica.

Fase de Drummond:
- Eu maior que o mundo - poema, humor, piada.
- Eu menor que o mundo - poesia de ação.
- Eu igual ao mundo - poesia metafísica.

Poetas espiritualistas:
- Cecília Meireles - herdeira do Simbolismo.
- Jorge de Lima - Invenção de Orpheu.
- Vinícius de Moraes - Soneto da Fidelidade.
MODERNISMO
TERCEIRA FASE


Contexto histórico:

Continua predominando a prosa.

Representantes:
- Guimarães Rosa - Neologismo - Obra:Sagarana.
- Clarice Lispector - Introspectiva - Obra: Laços de Família, onde a autora procura retratar o cotidiano monótono e sufocante da família burguesa brasileira.
Obs.: Os escritores acima procuram universalizar o romance nacional. São considerados pela crítica literária, escritores instrumentalistas.

Poesia concreta:
- João Cabral de Melo Neto - poeta de poucas palavras. Obra de maior relevância literária: Morte e Vida Severina. Tem intertextualidade com o teatro Vicentino.

domingo, 6 de maio de 2012

Orações Subordinadas Substantivas


Orações Subordinadas Substantivas 


1. (Escrev.Pol./SP) No período: "consideramos, por fim, que é um bom tema para a reflexão", a oração sublinhada tem, em relação à primeira, valor de:  
a) adjetivo e função sintática de predicativo do 
    sujeito.  
b) advérbio e função sintática de adjunto adverbial de modo.  
c) substantivo e função sintática de sujeito.   
substantivo e função sintática de objeto direto. 
2. Verifique se as orações subordinadas substantivas 
assinaladas estão certas ou erradas quanto à 
classificação: 
a) Era impossível que ele viesse. (oração subordinada 
substantiva predicativa) 
b) O novo técnico deu certeza  de que ele viria. 
(oração subordinada objetiva indireta) 
c) Eles jamais aceitariam  que ele não fosse à 
festa. (oração subordinada substantiva objetiva 
direta) 
d) Não será necessário  que você compareça à 
escola. (oração subordinada substantiva 
subjetiva) 
e) Todos estão desconfiados  de que ele nos 
enganou. (oração subordinada substantiva 
completiva nominal) 
3. Em relação à classificação das orações subordinadas 
substantivas, considere certa ou errada a 
classificação das orações assinaladas: 
a) É evidente  que ele não sabe! (oração 
subordinada substantiva predicativa) 
b) Convém  que você fique. (oração subordinada 
substantiva subjetiva) 
c) Levo a impressão de que já vou tarde. (oração 
subordinada substantiva completiva nominal) 
d) De você quero apenas uma coisa: que me deixe 
em paz. (oração subordinada substantiva apositiva) 
e) Lembre-se  de comprar todos os remédios. 
(oração subordinada substantiva completiva 
nominal) 
4. Na frase: “argumentei que não é justo que o padeiro 
ganhe festas”, as orações introduzidas por que são, 
respectivamente: 
a) Ambas subordinadas substantivas objetivas diretas. 
b) Ambas subordinadas substantivas subjetivas. 
c) Subordinada substantiva objetiva direta e 
subordinada substantiva subjetiva. 
d) Subordinada substantiva objetiva direta e 
subordinada substantiva objetiva indireta. 
e) Subordinada substantiva objetiva direta e 
subordinada substantiva predicativa. 
5.  As orações assinaladas nas alternativas foram 
classificadas. Verifique se essas classificações estão 
certas ou erradas: 
a) Descobriu-se que o remédio fizera efeito. (or. sub. 
subst. subjetiva) 
b) Estou receoso de que a peça não caiba aqui. (or. 
sub. subst. objetiva indireta.) 
c) Não é verdade que haverá outro aumento. (or. 
sub. Subst. predicativa) 
d) O certo é que a fábrica diminua sua 
produção.(or. sub. subst. predicativa) 
e) Ele costuma prometer aos filhos que não 
chegará tarde. (or. sub. subst. objetiva. direta. 






RESPOSTAS 
1.  D 
CONSIDERAR é verbo transitivo direto
2. 
a) Errado (oração subordinada substantiva 
subjetiva). 
b) Errado (oração subordinada substantiva 
completiva nominal). 
c) Certo. 
d) Certo. 
e) Certo. 
3. 
a) Errado (oração subordinada substantiva               
subjetiva). 
b) Certo. 
c) Certo. 
d) Certo. 
e) Errado (oração subordinada substantiva objetiva 
indireta). 
4.  C 
5. 
a) Certa 
b) Errada (completiva nominal) 
c) Errada (oração subordina

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Crônicas

Crônicas são textos narrativos curtos, que apresentam poucos personagens, espaço e tempo reduzidos. Costumam retratar fatos do cotidiano de forma engraçada. Vejamos abaixo um exemplo de uma cônica de Stanislaw Ponte Preta


Vamos Acabar Com Esta Folga
Stanislaw Ponte Preta
(Sérgio Porto)

O negócio aconteceu num café. Tinha uma porção de sujeitos, sentados nesse café, tomando umas e outras. Havia brasileiros, portugueses, franceses, argelinos, alemães, o diabo.

De repente, um alemão forte pra cachorro levantou e gritou que não via homem pra ele ali dentro. Houve a surpresa inicial, motivada pela provocação e logo um turco, tão forte como o alemão, levantou-se de lá e perguntou:

— Isso é comigo?

— Pode ser com você também — respondeu o alemão.

Aí então o turco avançou para o alemão e levou uma traulitada tão segura que caiu no chão. Vai daí o alemão repetiu que não havia homem ali dentro pra ele. Queimou-se então um português que era maior ainda do que o turco. Queimou-se e não conversou. Partiu para cima do alemão e não teve outra sorte. Levou um murro debaixo dos queixos e caiu sem sentidos.

O alemão limpou as mãos, deu mais um gole no chope e fez ver aos presentes que o que dizia era certo. Não havia homem para ele ali naquele café. Levantou-se então um inglês troncudo pra cachorro e também entrou bem. E depois do inglês foi a vez de um francês, depois de um norueguês etc. etc. Até que, lá do canto do café levantou-se um brasileiro magrinho, cheio de picardia para perguntar, como os outros:

— Isso é comigo?

O alemão voltou a dizer que podia ser. Então o brasileiro deu um sorriso cheio de bossa e veio vindo gingando assim pro lado do alemão. Parou perto, balançou o corpo e... pimba! O alemão deu-lhe uma porrada na cabeça com tanta força que quase desmonta o brasileiro.

Como, minha senhora? Qual é o fim da história? Pois a história termina aí, madame. Termina aí que é pros brasileiros perderem essa mania de pisar macio e pensar que são mais malandros do que os outros.

Um texto curto, extraído do livro "O Melhor da Crônica Brasileira - 1", José Olympio Editora - Rio de Janeiro, 1997, pág. 71, nos faz recordar o humor de Stanislaw (Sérgio Porto) e pensar na falta que ele nos faz.
Conheça e vida e a obra de Sérgio Porto (Stanislaw Ponte Preta) visitando "Biografias".

terça-feira, 24 de abril de 2012

Realismo

REALISMO- INÍCIO: CONTEXTO HISTÓRICO E SOCIAL


O Realismo é um movimento que surgiu na Europa, na segunda metade do século XIX, influenciado pelas transformações que ali ocorriam no âmbito econômico, político, social e científico. Vivia-se a segunda fase da Revolução Industrial, período marcado pelo clima de euforia e progresso material decorrente das inúmeras invenções.No entanto os benefícios não eram refletidos nas camadas mais pobres, que ao contrário passam a ter uma condição social cada vez pior.Na Revolução de 1948, na França havia tensão entre republicanos e socialistas na França. Por causa do grande desemprego foram criadas turmas de trabalho para a construção de obras públicas em Paris e seus arredores. O Congresso considerava que o pagamento desses funcionários era um pesado fardo para o país. Os empregados foram demitidos. Sem capacidade para sobreviver, organizaram e lutaram sem esperanças contra as forças armadas do governo. As mortes foram elevadas. Os intelectuais e artistas simpatizantes dos movimentos populares, entre eles Millet, foram perseguidos.Motivados tanto pelas idéias do socialismo os operários procuram organizar-se politicamente. Fundam então associações trabalhistas e passam a agir melhores condições de trabalho e de vida.No âmbito cultural, ocorre uma verdadeira efervescência de idéias. Surgem várias correntes científicas e filosóficas. Entre elas:- o Positivismo, de Augusto Comte, para o qual o único conhecimento válido é o conhecimento positivo, ou seja, provindo das ciências.- o Determinismo, de Hippolyte Taine, segundo o qual o comportamento humano é determinado por três fatores: o meio, a raça e o momento histórico- - Evolucionismo e seleção natural, de Charles Darwin, que apresenta a "lei da seleção natural", segunda a qual a natureza ou o meio selecionam entre os seres vivos as variações que estão destinadas a sobreviver e a perpetuar-se, sendo eliminados os mais fracos.Os artistas, diante desse quadro de mudança de idéias e da sociedade, sentem a necessidade de criar uma arte sintonizada com a nova realidade, capaz de abordá-la de modo mais objetivo e realista do que até então vinha fazendo o Romantismo.O Realismo foi, essencialmente, uma reação à visão idealizada do Romantismo.O movimento procura atender às necessidades impostas pelo novo contexto histórico-cultural, através do combate a toda forma romântica e idealizada de ver a realidade, a crítica à sociedade e à falsidade de seus valores e instituições (Estado, Igreja, casamento, família); o embasamento no materialismo, o emprego de idéias científicas.

MARCO INICIAL:- Publicação de Madame Bovary, de Gustave Flaubert, em 1857, na França.É uma narrativa que conta a história de Emma Bovary, uma mulher sonhadora e fútil, que aficcionada leitora de romances, se deixa influenciar e alienar pelas idéias romãnticas. Emma se casa com Charles Bovary, viúvo, e médico medíocre e provinciano. O casal fixa residência na província de Tostes, porém depois de uma grande festa no luxoso castelo de Vaubyssard, Emma deslumbrada com o luxo e a riqueza que passavam lone da sua rotina ao lado do acomodado Charles, ela convence o marido a mudarem-se para Yonville. Lá ela engravida e tem uma menina, que é entregue aos cuidados da ama-de-leite Rollet. Passam a frequentar a casa dos Bovary, o farmacêutico Homais e Leon, estudante de direito que nutre uma atração por Emma.Leon, com medo de não ser correspondido em seu amor impossível, muda-se para Paris. Sua partida entristece enormemente Emma, que se sente só e entediada. Loo Emma conhece Rodolphe, um aristocrata decadente que vive num castelo próximo a Yonville. Emma inicia um caso de amor com Rodolpe, os encontros secretos são no castelo. Mas logo o romance acaba e ela volta a sofrer, inclusive adoecendo. Tempos depois Emma reencontra Leon em Ruão e desta vez eles vivem uma história de amor. Emma passa a presentear o amante com roupas e presentes caros, endividando-se ao ponto de não conseguir saldar as promissórias. O comerciante Lheureux, a quem Emma deve, resolve cobá-la judicialmente. Ela pede ajuda ao ex-amnate Rodolphe e ao amnte Leon. Nenhum deles a socorre. Desesperada numa última tentativa, emma procura o tabelião Guillaumin para evitar a penhora da casa dela. Inútil, o tabelião ainda tenta seduzI-la. Sem saída, Emma suicida-se. Madame Bovary é o painel de uma sociedade adoecida e sem rumo, onde a crise moral estabelecida gera a insatisfação do indivíduo que busca um sentido para a futilidade da existência.No ano em que o livro Madame Bovary foi publicado, houve na França um grande interesse pela obra, que chegou levar o seu escritor a julgamento. O romance foi considerado imoral pelo governo francês, que decidiu mover um processo contra Flaubert. Foi processado por ofender a moral pública. E hoje, como vimos, Madamme Bovary é considerado obra-prima e precursor do Realismo na Europa.


REALISMO NO BRASIL:


O Brasil também passa por mudanças radicais tanto no campo econômico como no político-social, no período compreendido entre 1850 e 1900.
 A campanha abolicionista intensifica-se a partir de 1850; 
a Guerra do Paraguai (1864/70) tem como conseqüência o pensamento republicano – o Partido Republicano foi fundado no ano em que essa guerra acabou –; 
A Monarquia vive uma vertiginosa decadência. 
A Lei Áurea, de 1888, não resolveu o problema dos negros, mas criou uma nova realidade. 
O fim da mão-de-obra escrava e a sua substituição pela mão-de-obra assalariada, então representada pelas levas de imigrantes europeus que vinham trabalhar na lavoura cafeeira, originou uma nova economia voltada para o mercado externo, mas agora sem a estrutura colonialista.


MARCO INICIAL:
No Brasil considera-se 1881 como o ano inaugural do Realismo:
- Machado de Assis publica Memórias póstumas de Brás Cubas, o primeiro romance realista de nossa literatura.- Aluísio Azevedo publica O mulato, o primeiro romance naturalista do Brasil; 

NO BRASIL

domingo, 8 de abril de 2012

Vírgula: quando usá-la?


Emprego correto da vírgula

Estando a oração em ordem direta (sujeito → verbo → complementos do verbo (objetos) → adjunto adverbial), isto é, sem inversões ou intercalações, o uso da vírgula é, de modo geral, desnecessário. Assim:

1. Não se usa vírgula: separando termos que, do ponto de vista sintático, ligam-se diretamente entre si:
a) entre sujeito e predicado.
Todos os alunos da sala    foram advertidos.
             Sujeito                            predicado
b) entre o verbo e seus objetos.
O trabalho custou            sacrifício             aos realizadores.
                   V.T.D.I.              O.D.                             O.I.
Entre nome e complemento nominal; entre nome e adjunto adnominal.

2. Usa-se a vírgula:
Para marcar intercalação de termos na oração:
* do adjunto adverbial- O café, em razão da sua abundância, vem caindo de preço.

* da conjunção- Os cerrados são secos e áridos. Estão produzindo, todavia, altas quantidades de alimentos.

* das expressões explicativas ou corretivas- As indústrias não querem abrir mão de suas vantagens, isto é, não querem abrir mão dos lucros altos.

OBSERVE QUE OS TERMOS EM DESTAQUES NAS ORAÇÕES ACIMA FORAM INSERIDOS NAS ORAÇÕES, E FICAM SEPARADOS POR VÍRGULAS DOS DEMAIS TERMOS.

Para marcar inversão da posição dos termos da oração: 

a) do adjunto adverbial (colocado no início da oração): Depois das sete horas, todo o comércio está de portas fechadas.
 (A ORDEM NORMAL SERIA: TODO O COMÉRCIO ESTÁ DE PORTAS FECHADAS DEPOIS DAS SETE HORAS) 
Observe que o termo que indica tempo, ou seja, o adjunto adverbial de tempo, está posicionado de forma invertida, foi colocado no início da oração, ao invés de ser no final, então está separado por vírgulas

b) dos objetos pleonásticos antepostos ao verbo: Aos pesquisadores, não lhes destinaram verba alguma.

c) do nome de lugar anteposto às datas: Recife, 15 de maio de 1982.

Usa-se vírgula para separar entre si elementos dispostos em enumeração:
Era um garoto de 15 anos, alto, magro.
A ventania levou árvores, e telhados, e pontes, e animais.

Usa-se a vírgula para marcar elipse (omissão) do verbo:

Nós queremos comer pizza; e vocês, churrasco.

Usa-se a vírgula para isolar:

- o aposto: (termo que explica um outro termo mencionado anteriormente)
São Paulo, considerada a metrópole brasileira, possui um trânsito caótico.
                                aposto
- o vocativo: (termo usado para chamar alguém)
Ora, Thiago, não diga bobagem.
         vocativo